Esclareça suas dúvidas. Aqui você encontra as informações importantes sobre o diagnóstico e tratamento das principais doenças do ombro. Saiba mais sobre as lesões do manguito rotador, capsulite adesiva, tendinite calcária e luxação do ombro, entre outras.

Capsulite adesiva (ombro congelado) : fisioterapia, medicamentos e outras modalidades de tratamento

A capsulite adesiva ou ombro congelado é uma doença que acomete 2 a 5% da população geral. Ela ocorre mais comumente em mulheres entre 40 a 60 anos de idade e em 25% dos pacientes tem acometimento bilateral. Entretanto, apesar de ser uma doença comum, é frequentemente não diagnosticada. Muitos pacientes são tratados como portadores de tendinites e bursites do ombro e somente após várias avaliações médicas conseguem o diagnóstico correto. Para saber mais sobre ombro congelado, acesse a página sobre capsulite adesiva.

Em relação ao tratamento não há consenso na literatura médica, quais são os tratamentos mais efetivos para esta doença. O tratamento escolhido depende da função do paciente no momento da avaliação. Geralmente, o tratamento não cirúrgico é indicado inicialmente por 6 a 9 meses. Caso não haja progresso ou a condição clínica piore pode ser indicado o tratamento cirúrgico. Neste artigo, discuto as modalidades existentes, em qual fase da doença devem ser aplicados e quais os resultados esperados. O objetivo final do tratamento é o alívio da dor e o restabelecimento da função do ombro.

Medicações por via oral

Os anti-inflamatórios não hormonais são utilizados na fase inicial da doença, ou seja, na fase inflamatória ou dolorosa, entretanto sua eficácia tem baixa evidência na literatura médica atual.
Por sua vez, os corticoides ou anti-inflamatórios hormonais são mais efetivos e podem ser utilizados por até 6 semanas. Esta medicações melhoram a dor dos pacientes especialmente a noturna e estão associados a melhora da função do ombro. A utilização dos corticoides por mais de 2 meses, não traz ganhos significativos e os riscos dos efeitos colaterais aumentam muito.
Analgésicos como o tramadol, a codeína ou paracetamol também podem ser utilizados para controle da dor.

Na fase inicial da capsulite adesiva, uma combinação de analgésicos e corticoides por via oral são efetivos no controle da dor.

Na fase inicial da capsulite adesiva, uma combinação de analgésicos e corticoides por via oral são efetivos no controle da dor.

Infiltrações no ombro

Infiltrações são injeções de medicamentos dentro das articulações. As infiltrações intra-articulares com corticoides são utilizadas a vários anos no tratamento do ombro congelado. O número de infiltrações e a técnica variam de médico para médico e a dose de corticoide empregada varia de 20 a 60 mg de Triancinolona. Vários estudos clínicos têm demonstrado a eficácia desta modalidade de tratamento na capsulite adesiva. Para capsulite adesiva, realizamos a infiltração, geralmente em ambiente hospitalar, sob sedação, e com controle do posicionamento correto da agulha na articulação com auxílio de ultrassom ou fluruoscopia.
O emprego de infiltrações com hialoronato de sódio (viscossuplementação) é recente. Apesar dos resultados muito animadores deste medicamento nos casos de artrose, para capsulite adesiva os resultados desta medicação não superiores ao tratamento com os corticoides.

Infiltração no ombro

Infiltração no ombro

Fisioterapia

A fisioterapia é um dos tratamentos mais prescritos pelos ortopedistas para a capsulite adesiva. Ela tem papel importante na prevenção da redução da amplitude de movimento do ombro na fase de congelamento e no restabelecimento da movimentação do ombro na fase de descongelamento.
Muitos artigos científicos comprovam que exercícios de alongamento no limite da dor dos pacientes e até exercícios realizados em casa parecem fornecer melhores resultados que programas intensivos de alongamento. Também existe uma boa evidência para a eficácia da terapia a laser e do aquecimento profundo, especialmente se aplicado como adjuvantes a outras modalidades de tratamento, como as técnicas de mobilização ou programas de exercícios na fisioterapia.

Tratamento fisioterápico na capsulite adesiva

Tratamento fisioterápico na capsulite adesiva

Bloqueio do nervo supraescapular

O nervo supraescapular é responsável pela inervação sensitiva e da dor na região do ombro. O bloqueio ou infiltração com anestésicos no trajeto do nervo, em intervalos semanais, é preconizado por alguns cirurgiões ortopédicos. Alguns estudos demostram resultados com melhora da dor em pacientes com ombro congelado. Este método de tratamento pode ser utilizado em casos refratários a outras terapias para controle da dor.

Bloqueio do nervo supraescapular para tratamento da capsulite adesiva

Bloqueio do nervo supraescapular para tratamento da capsulite adesiva

Liberação artroscópica do ombro (cirurgia para ombro congelado)

O tratamento cirúrgico está indicado após o insucesso do tratamento não-cirúrgico realizado por 6 a 9 meses. Esta modalidade de tratamento é muito útil para os pacientes com pouca dor e dificuldade de ganho de amplitude de movimento com o tratamento fisioterápico. Não é recomendada sua utilização durante a fase inicial da capsulite adesiva.

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Tratamento artroscópico do ombro congelado

Procure um médico especialista de ombro e cotovelo para confirmar o seu diagnóstico e iniciar o tratamento o mais breve possível, quanto mais cedo for iniciado, melhores resultados serão alcançados mais brevemente.

A Capsulite Adesiva ou Ombro Congelado tem cura?

A capsulite adesiva ou ombro congelado é uma doença caracterizada por dor e perda progressiva da movimentação do ombro. É mais comum em pacientes com idade entre 40 a 60 anos e nas mulheres. Cerca de 2% da população terá um episódio de capsulite adesiva nos ombros e este número pode chegar a 50% nos pacientes diabéticos.

A capsulite adesiva é uma doença autolimitada, ou seja, ela têm cura espontaneamente. Entretanto, o diagnóstico e o tratamento precoces podem acelerar o curso natural da doença. De maneira didática, ela pode ser divida em 3 fases: inflamatória, congelamento e descongelamento. A duração total da doença pode variar de 8 a 36 meses. Portanto, os pacientes devem ter muito cuidado e paciência durante o tratamento desta doença. Para saber mais sobre a capsulite adesiva, clique aqui.

Quais são as fases e sintomas da capsulite adesiva (ombro congelado)?

  • Fase inflamatória: Pode durar semanas até 3 meses, caracteriza-se por dor leve a intensa e pior no período noturno, paciente ainda não apresenta restrição da movimentação.
  • Fase de congelamento: Paciente com dor intensa e perda progressiva da movimentação. Na etapa final desta fase, o ombro encontra-se com grande restrição da movimentação e a dor diminuiu, sendo presente nos extremos da movimentação do ombro.
  • Fase de descongelamento: Pode durar 4 a 18 meses, paciente tem pouca dor e a movimentação do ombro gradualmente vai melhorando.
Fases da capsulite adesiva e seus sintomas

Fases da capsulite adesiva e seus sintomas

A capsulite adesiva deixa sequelas?

Alguns pacientes, após a fase de descongelamento, podem ainda ter alguma limitação da movimentação do ombro, mas geralmente esta limitação é muito leve ou quase imperceptível para a maioria das atividades da vida diária.

A capsulite adesiva pode acometer o mesmo ombro mais de uma vez?

Felizmente não.

A capsulite adesiva pode acometer o ombro contralateral?

Sim. Cerca de 50% dos pacientes, meses ou anos após o primeiro episódio da capsulite adesiva pode ter um quadro semelhante no ombro contralateral.

Procure um especialista de ombro e cotovelo para o diagnóstico e tratamento desta doença.

Rotura do tendão supraespinal

O manguito rotador é um conjunto de tendões do ombro. Ele recobre a cabeça do úmero, abaixo do músculo deltóide e nos torna capazes de levantar objetos, rodar o braço, arremessar uma bola e realizar diversas atividades da vida diária com os membros superiores. O tendão supraespinal é responsável pelo movimento de elevação do ombro e cerca de 80% das roturas do manguito rotador, envolvem este tendão.

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Rotura do tendão supraespinal

Quais são os sintomas da rotura do tendão supraespinal?

A dor está presente na grande maioria dos casos. Ela é localizada principalmente na região lateral ou anterior do ombro. Os pacientes comumente referem que a dor é pior a noite ou ao levantar o braço.
Outro sintoma muito comum é a perda de força ou movimentação do ombro que comumente ocorre em lesões de maior tamanho.

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Localização da dor nas roturas do supraespinal

Quais são as causas da rotura do tendão supraespinal?

As roturas do supraespinal podem ser traumáticas, após acidentes no esporte, automobilísticos ou após queda da própria altura. Entretanto, as roturas comumente são de origem degenerativa, ou seja, ocorre um enfraquecimento e diminuição das fibras de colágeno dos tendões. Este fenômeno leva a uma rotura lenta e progressiva dos tendões.
As causas para estas alterações degenerativas são múltiplas, entre elas temos as doenças reumatológicas, o diabetes, a hipertensão arterial, esforços repetitivos com os membros superiores e fatores genéticos.

Como é feito o diagnóstico?

A ressonância magnética é o melhor exame para o diagnóstico da rotura do tendão supraespinal. Permite avaliarmos a presença ou não da lesão, o seu tamanho e localização. Auxiliando na programação do melhor tratamento.

O ultrassom também permite o diagnóstico destas lesões mas com uma acurácia inferior à ressonância magnética, pois depende muito da experiência do medico radiologista. Um achado no ultrassom compatível com rotura do tendão supraespinal é um tendão heterogêneo com focos de descontinuidade das fibras preenchido por líquido.

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Rotura transfixante do supraespinal visualizada na ultrassonografia (A) e na ressonância magnética (B)

Quais são os tipos de rotura do tendão supraespinal?

As roturas do tendão supraespinal podem ser classificadas pelo tamanho: pequena (menores que 1 cm), médias (de 1 a 3 cm), grandes (de 3 a 5 cm) e extensas (maiores que 5 cm). As lesões menores possuem melhor prognóstico de cicatrização com o tratamento cirúrgico. O que torna importante o diagnóstico e o tratamento precoce.

Elas também podem ser classificadas pelo grau de acometimento da espessura do tendão. Podendo ser as lesões parciais, quando não ocorreu rompimento de toda espessura do tendão, ou completa (transfixante).
Outro aspecto importante avaliado pelo médico é a atrofia ou degeneração muscular que pode ocorrer nas lesões crônicas do manguito rotador.

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Rotura parcial do supraespinal (A) e rotura completa ou transfixante do supraespinal (B)

Qual é o tratamento para o rotura do tendão supraespinal?

O melhor tratamento destas lesões depende de uma série de fatores como: idade, intensidade da dor, perda da função e atividade profissional ou esportiva do paciente. Outro aspecto relevante é o tamanho do acometimento da rotura. A lesão é parcial ou completa?
Portanto, o tratamento deve ser individualizado para cada paciente. As lesões dos tendões não cicatrizam sozinhas. No entanto, nem todas as lesões precisam de cirurgia.

Qual o tratamento para a rotura parcial do tendão supraespinal?

A rotura parcial do tendão supraespinal é geralmente tratada sem cirurgia.  Utilizamos medicações antiinflamatórias, repouso, gelo e indicamos o tratamento fisioterápico com o objetivo de reduzir a dor, melhor o alongamento do ombro e fortalecer a musculatura. Evidentemente que as lesões dos tendões não cicatrizam mas podem ficar estáveis e assintomáticas por longo período. A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador com reabilitação, corretamente feito por 3 a 6 meses, falha, ou seja, quando o paciente mantém dor e a disfunção.

Qual o tratamento para a rotura transfixante do supraespinal?

Nas lesões completas ou transfixantes, a regra é o tratamento cirúrgico para a maioria dos casos. As lesões completas podem progredir de tamanho ao longo do tempo e quando uma lesão progride muito, ela pode se tornar irreparável, ou seja, mesmo com a cirurgia o tendão pode não retornar ao seu local de origem ou mesmo ter um risco altíssimo de rerotura. O tratamento não cirúrgico é reservado para pessoas com baixa utilização dos ombros (idosos não ativos) ou pessoas com contraindicações clínicas para o tratamento cirúrgico.  No entanto, se o paciente tem pouca ou nenhuma dor, a conduta pode ser não cirúrgica, realizando-se uma reabilitação adequada, evitando-se movimentos com o braço elevado e realizando um seguimento médico periódico para avaliar se há progressão da lesão ou piora dos sintomas. Para saber mais sobre o tratamento cirúrgico das roturas do tendão supraepinal, leia o artigo Cirurgia para reparo do manguito rotador.

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Reparo do manguito rotador

Procure um especialista de ombro e cotovelo, para um diagnóstico preciso e discutir as opções de tratamento.

O que é a articulação acromioclavicular? Quais as principais doenças?

É a articulação entre a região distal da clavícula e um processo ósseo da escápula chamado acrômio. É uma articulação incongruente, isto é, as superfícies de cartilagem dos dois ossos que compõem esta articulação não tem um encaixe perfeito.

Esta articulação é estabilizada por ligamentos entre a clavícula e o acrômio e pelos ligamentos trapezoide e conóide, que estão entre a clavícula e o processo coracóide da escápula.

 

Articulação acromioclavicular

Articulação acromioclavicular

Principais doenças

Artrose acromioclavicular

A articulação acromioclavicular é incongruente, isto leva a um desgaste precoce desta articulação e podemos encontrar uma artropatia degenerativa em pacientes com menos de 50 anos de idade. O sintoma mais comum é dor no ombro que ocorre mais comumente quando o paciente eleva o braço acima da cabeça. A dor é predominantemente na região superior do ombro sobre a articulação acromioclavicular, mas pode irradiar para os músculos trapézio e deltóide.

Entretanto cabe ressaltar que embora seja muito comum a artrose da articulação acromioclavicular, raramente ela causa sintomas.

Saiba mais no artigo sobre Artrose ou Artropatia degenerativa acromioclavicular.

Legenda: Radiografia com sinais da artrose acromioclavicular

Radiografia com sinais da artrose acromioclavicular

 

Osteólise da clavícula distal ou da articulação acromioclavicular

A osteólise da clavícula distal é como uma fratura de stress, no qual o osso submetido a esforços repetitivos entra em fadiga perdendo seu componente mineral e a capacidade de suportar carga. É uma das causas de dor no ombro mais comuns nos atletas ou trabalhadores braçais. O paciente se queixa de dor no ombro e a característica principal é a dor quando palpamos a articulação acromioclavicular. Leia mais sobre no post sobre Osteólise da clavícula distal.

Localização da dor na osteólise da articulação acromioclavicular

Localização da dor na osteólise da articulação acromioclavicular

 

Luxação acromioclavicular

A luxação acromioclavicular é a lesão que acomete os ligamentos entre a clavícula na sua porção mais lateral e o acrômio, ocasionando a perda do contato normal entre as superfícies articulares entre estes dois ossos. Ocorre frequentemente em traumatismos quando o paciente cai sobre o ombro. Os sintomas são dor e edema na região lateral do ombro. A luxação acromioclavicular pode ser diagnosticada por radiografias do ombro. Em casos mais leves, as radiografias podem ser normais, nestes casos a ressonância magnética pode confirmar o diagnóstico. Saiba mais no artigo sobre a Luxação acromioclavicular.

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Dor no ombro e no pescoço (cervicobraquialgia)

A dor no ombro e no pescoço é extremamente comum. Os pacientes com dor no ombro e no pescoço geralmente têm algum tipo de alteração na ergonomia do trabalho ou em suas atividades diárias. Pessoas que trabalham muitas horas na frente do computador ou em algumas posturas fixas por muitas horas estão sujeitas a episódios de dor nestes locais. Neste artigo, tentaremos esclarecer quais são as suas possíveis causas e seu tratamento.

Quais são as causas de dor no ombro e no pescoço?

Doenças da coluna cervical, como a hérnia de disco e a artrose da coluna vertebral (espondiloartrose) podem ser as responsáveis pelos sintomas dolorosos no pescoço, no ombro, bem como em todo membro superior. Doenças do ombro como a rotura do manguito rotador, tendinite calcária, capsulite adesiva, lesões SLAP, podem causar também estes sintomas. Outras causas possíveis de dor no ombro e no pescoço são as dores miofasciais, a discinesia escapular e a disfunção da ATM (articulação temporomandibular).

Não é incomum, encontramos uma associação de problemas. Podemos ter um paciente com lesão do manguito rotador e artrose na coluna cervical. E a dor ser causada pelos dois problemas.

  • Para saber mais sobre as lesões do manguito rotador, clique aqui
  • Para entender mais sobre a capsulite adesiva, clique aqui

Por que doenças da coluna cervical podem causar dor no ombro ou no braço?

Os nervos responsáveis pela sensibilidade e pela movimentação dos membros superiores se originam na coluna cervical. Doenças como hérnias de disco ou artrose da coluna cervical podem comprimir ou diminuir o espaço por onde passam estes nervos, podendo provocar dor na coluna cervical, bem como nos ombros ou membros superiores.

Hérnia de disco comprimindo uma raiz nervosa da coluna cervical

Hérnia de disco comprimindo uma raiz nervosa da coluna cervical

 

Como o médico pode diferenciar se a dor é proveniente da coluna cervical ou do ombro?

Algumas características da história e do exame físico, podem ajudar no diagnóstico diferencial.

Doenças do ombro geralmente ocasionam dor na região lateral e anterior (frente) do ombro e a dor piora com a elevação do braço. A dor noturna também é  comum e dificilmente a dor irradia-se até a mão ou pescoço. Formigamento e perda de sensibilidade não são características presentes.

As doenças da coluna cervical ou cervicobraquialgias frequentemente ocasionam dor no pescoço que pode irradiar-se para a região posterior (atrás) do ombro e por todo membro superior até a mão. A dor não piora com a elevação do ombro e pode até melhorar com este movimento.  Formigamento e perda de sensibilidade podem estar presentes.

Procure um médico ortopedista, para um diagnóstico mais preciso.

Locais comuns de dor por doenças do ombro (A e B) e por doenças da coluna cervical (C)

Locais comuns de dor por doenças do ombro (A e B) e por doenças da coluna cervical (C)

 

Quais exames podem ajudar no diagnóstico?

A radiografia do ombro e da coluna cervical podem ajudar no diagnóstico. Mas sem dúvida, a ressonância magnética do ombro e da coluna cervical é o exame que fornece as melhores imagens para um diagnóstico mais preciso das doenças do ombro bem como da coluna cervical. Para pacientes com alterações neurológicas, como perda de força ou alterações de sensibilidade, pode também ser realizada uma eletroneuromiografia dos membros superiores.

Ressonância magnética demonstrando uma hérnia de disco cervical

Ressonância magnética demonstrando uma hérnia de disco cervical

Qual é o tratamento das cervicobraquialgias?

As cervicobraquialgias geralmente são de tratamento não cirúrgico com uso de anti-inflamatórios, analgésicos e tratamento fisioterápico. Na falha do tratamento não-cirúrgico ou em situações muito específicas como déficits neurológicos progressivos ou estenose do canal medular pode estar indicado o tratamento cirúrgico. Converse com o seu médico, sobre as opções de tratamento.

Artrose ou Artropatia degenerativa acromioclavicular

A artrose ou artropatia degenerativa acromioclavicular é uma das causas mais comuns de dor no ombro.  Acomete preferencialmente indivíduos dos 30 aos 50 anos de idade e está associada com atividades esportivas ou profissionais que exigem elevação dos membros superiores acima do nível da cabeça como esportes de arremesso e natação. Também é muito encontrada em praticantes de musculação.

O que é a articulação acromioclavicular?

É a articulação entre a região distal da clavícula e um processo ósseo da escápula chamado acrômio. É uma articulação incongruente, isto é, as superfícies de cartilagem dos dois ossos que compõem esta articulação não tem um encaixe perfeito. Isto leva a um desgaste precoce  e podemos encontrar uma artropatia degenerativa da articulação acromioclavicular em pacientes com menos de 50 anos de idade.

Articulação acromioclavicular

Articulação acromioclavicular

O que é artrose?

Uma articulação para ter uma movimentação adequada e sem dor precisa ter suas superfícies recobertas de cartilagem saudáveis, lisas e bem lubrificadas. Na artrose ou artropatia degenerativa da articulação acromioclavicular ocorre um desgaste da cartilagem podendo causar dor.

Quais são os sintomas da artrose ou artropatia degenerativa acromioclavicular?

O sintoma mais comum é dor no ombro que ocorre mais comumente quando o paciente eleva o braço acima da cabeça. A dor é predominantemente na região superior do ombro sobre a articulação acromioclavicular, mas pode irradiar para os músculos trapézio e deltóide.

Localização da dor na artropatia degenerativa (artrose) acromioclavicular

Localização da dor na artropatia degenerativa (artrose) acromioclavicular

Quais exames fazem o diagnóstico desta doença?

Na radiografia do ombro podemos observar diminuição do espaço articular, cistos e esclerose subcondral, bem como osteófitos na articulação acromioclavicular.

Radiografia do ombro com sinais de artropatia degenerativa (artrose) acromioclavicular

Radiografia do ombro com sinais de artropatia degenerativa (artrose) acromioclavicular

 

A ressonância magnética do ombro pode também demostrar estas alterações e tem como vantagem permitir o diagnóstico de outras lesões concomitantes no ombro, como roturas do manguito rotador, lesões labrais e da cabeça longa do bíceps.

Entretanto, é importante ressaltar que comumente encontramos, no laudo da ressonância magnética do ombro de diversos pacientes, a presença de artropatia degenerativa da articulação acromioclavicular. Este achado muitas vezes não é significativo e não tem correlação com os sintomas do paciente, outros problemas no ombro são as causas da dor nestes pacientes.

Ressonância magnética demonstrando artrose acromioclavicular

Ressonância magnética demonstrando artrose acromioclavicular

Como é o tratamento da artrose ou artropatia degenerativa acromioclavicular?

O tratamento da artrose acromioclavicular é preferencialmente não cirúrgico.  É utilizado anti-inflamatórios, analgésicos e o tratamento fisioterápico. Devem também ser evitados movimentos repetitivos de elevação dos ombros, especialmente aqueles com carga. O tratamento fisioterápico, tem como objetivo, aumentar a flexibilidade do ombro e fortalecer a musculatura ao redor da escápula e do manguito rotador, protegendo a articulação acromioclavicular. Se este tratamento for ineficaz pode ser realizada uma infiltração com corticóide nesta articulação.

Tratamento cirúrgico – quando está indicado e como é realizado?

O tratamento cirúrgico está indicado quando todas as medidas do tratamento não cirúrgico falham. O tratamento cirúrgico consiste na remoção ou ressecção da clavícula distal (Mumford). Pode ser realizado pelo método aberto ou por artroscopia. A vantagem do tratamento artroscópico é a preservação do músculo deltóide e do ligamento acromioclavicular superior, permitindo uma recuperação mais rápida.

Ressecção da clavícula distal por artroscopia

Artropatia do manguito rotador

O que é a artropatia do manguito rotador?

A artropatia do manguito rotador é a artrose do ombro causada por lesões grandes ou extensas do manguito rotador e ocorre principalmente em pacientes acima dos 65 anos de idade.  O desgaste da cartilagem, que recobre os ossos da articulação do ombro, ocorre anos ou décadas após os primeiros sintomas das roturas do manguito rotador.

Quais são as causas da artropatia do manguito rotador?

Nem todas lesões do manguito rotador extensas e crônicas tornam-se uma artropatia do manguito rotador. Apenas 2% dos pacientes com roturas do manguito rotador desenvolverão este tipo de artrose. Os motivos que ocasionam a artropatia do manguito rotador são desconhecidos, mas acredita-se que substâncias inflamatórias liberadas pelo tecido sinovial que recobre a cápsula articular do ombro, em pacientes com lesões crônicas do manguito rotador,  ocasionem a destruição e o desgaste da cartilagem da cabeça do úmero. A melhor de prevenir a artropatia do manguito rotador é tratar adequadamente as lesões do manguito rotador. Para saber mais sobre o diagnóstico e o tratamento, leia o artigo lesão do manguito rotador.

Quais são os sintomas da artropatia do manguito rotador?

Os pacientes com artropatia do manguito rotador têm dor no ombro e podem ter grande dificuldade de elevar o membro superior, conhecida como “pseudoparalisia do ombro”. Esta limitação da função do ombro, pode tornar atividades da vida diária como pentear o cabelo, colocar a mão na boca ou vestir-se muito difíceis.

Paciente com artropatia do manguito rotador bilateral e “psedoparalisia do ombros”.

Paciente com artropatia do manguito rotador bilateral e “psedoparalisia dos ombros”.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo exame clínico do paciente  e de imagem como a radiografia do ombro e a ressonância magnética.

A radiografia do ombro mostra sinais de desgaste da cartilagem  e a ascensão da cabeça do úmero, que fica encostada no acrômio.

Radiografia do ombro. A) artropatia do manguito rotador com a cabeça do úmero mais alta, encostada no acrômio; B) ombro normal

Radiografia do ombro. A) artropatia do manguito rotador com a cabeça do úmero mais alta, encostada no acrômio; B) ombro normal

Na ressonância magnética, visualizamos uma lesão do manguito rotador com grande retração, o desgaste da cartilagem, a cabeça do úmero encostada no acrômio e sinais de substituição da musculatura do manguito rotador por gordura, conhecida como “degeneração gordurosa”.

Ressonância magnética do ombro com artropatia do manguito rotador. A) Rotura do tendão supraespinal com grande retração (seta). B) Degeneração gordurosa dos músculos supraespinal e infraespinal.

Ressonância magnética do ombro com artropatia do manguito rotador. A) Rotura do tendão supraespinal com grande retração (seta). B) Degeneração gordurosa dos músculos supraespinal e infraespinal.

Qual é o tratamento da artropatia do manguito rotador?

O tratamento inicial deve ser não cirúrgico. Podemos utilizar analgésicos, gelo e anti-inflamatórios.  O tratamento fisioterápico pode ser realizado, com a intenção de reduzir a dor e fortalecer os músculos deltóide, romboides, serrátil anterior e trapézio. Estes músculos são muito importantes na movimentação do ombro em várias posições, auxiliando o manguito rotador. Infiltração com corticóide ou ácido hialurônico podem também ser utilizadas, alguns estudos indicam que estas substâncias são eficazes no alívio da dor a curto prazo.

Quando os sintomas como a dor ou limitação da movimentação não melhoram após 4 a 6 meses com o tratamento não-cirúrgico, está indicada a cirurgia.

Como é o tratamento cirúrgico da artropatia do manguito rotador?

O tratamento deve ser individualizado de acordo com os sintomas do paciente.

Pacientes com dor, mas com função quase normal dos ombros, ocasionalmente podem ser submetidos a um debridamento artroscópico do ombro, isto é, uma cirurgia mais simples por artroscopia onde retirarmos apenas os tecidos inflamados, o que permite uma melhora da dor.

Entretanto a maioria dos pacientes com indicação cirúrgica, além da dor possuem uma limitação acentuada da movimentação, conhecida como “pseudoparalisia do ombro”.  Estes pacientes devem ser submetidos a substituição da articulação por uma prótese. Este procedimento tem o nome de artroplastia reversa do ombro.

Prótese reversa do ombro

Prótese reversa do ombro

A prótese reversa do ombro é um tipo especial de prótese que não precisa do manguito rotador íntegro, ela depende apenas da função do músculo deltóide. Esta prótese traz bons resultados na melhora da dor e da função dos ombros nos pacientes com artropatia do manguito rotador. Entretanto, tem em torno de 10% de complicações, como infecção, luxação ou soltura da prótese e sua indicação deve ser bem discutida entre o médico e o paciente. Procure um especialista de ombro e cotovelo para saber mais sobre a artropatia do manguito rotador e a prótese reversa.

Dor no ombro e diabetes

A diabetes é um problema de saúde mundial, estima-se que atualmente 250 milhões de pessoas tenha diabetes. Em 2030, teremos 360 milhões de diabéticos. O número crescente de pessoas é atribuído ao envelhecimento populacional e, principalmente, ao estilo de vida atual, caracterizado por inatividade física e hábitos alimentares que predispõem ao acúmulo de gordura corporal. No Brasil, temos 10 milhões de diabéticos.

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Quais são as complicações do diabetes?

As complicações do diabetes normalmente ocorrem devido ao mau controle da doença e ao excesso de açúcar no sangue, podendo causar lesões em todo o corpo, incluindo olhos, rins, vasos sanguíneos e nervos. Entretanto, muitas pessoas não sabem que esta doença também pode prejudicar os seus ombros.

 

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Quais são as doenças nos ombros relacionadas ao diabetes?

As duas causas mais comuns de dor nos ombros, na população em geral, são a rotura do manguito rotador e a capsulite adesiva. Nos diabéticos, não é diferente. Entretanto, os diabéticos têm maior probabilidade de apresentarem estas duas doenças. Os diabéticos têm 5 vezes mais chance em relação a uma pessoa não diabética de ter capsulite adesiva (ombro congelado) e 13% dos diabéticos apresentaram um episódio de capsulite adesiva durante a vida. Em relação, a rotura do manguito rotador, os diabéticos têm 2 vezes mais chance que uma pessoa sem diabetes.

O que é a capsulite adesiva?

É uma doença que acomete o ombro caracterizada por dor, especialmente a noite e perda progressiva da movimentação. A capsulite ocorre por uma inflamação na cápsula articular do ombro, seguida por um enrijecimento da mesma com limitação dos movimentos da articulação. Leia mais no artigo sobre capsulite adesiva.

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Ombro com capsulite adesiva (visão pela artroscopia)

 

O que é a rotura do manguito rotador?

O manguito rotador é o conjunto de 4 tendões com seus respectivos músculos que se localizam no ombro e envolvem a cabeça do úmero. Os tendões são: tendão supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor. Esses tendões são importantes na boa mobilidade do ombro. É o manguito rotador que nos permitem levantar objetos, rodar o braço, arremessar uma bola e realizar diversas atividades da vida diária com os membros superiores. A rotura do manguito rotador é a causa mais comum de dor no ombro. A lesão do manguito rotador é quando ocorre rotura das fibras destes tendões. Leia mais sobre esta doença no artigo sobre lesões do manguito rotador.

Ressonância magnética demonstrando uma rotura do tendão supraespinal

Ressonância magnética demonstrando uma rotura do tendão supraespinal

 

Por que os pacientes diabéticos têm maior chance de ter estas duas doenças?

O excesso de glicose no sangue provoca alterações no metabolismo dos tendões e da cápsula articular do ombro.

A diabetes provoca uma diminuição do número e um afilamento das fibras de colágeno do manguito rotador, o que diminui sua resistência e pode levar a rotura destes tendões.

Em relação a capsulite adesiva, os motivos não são totalmente conhecidos. Acredita-se que a glicose se liga as fibras de colágeno da cápsula articular causando um enrijecimento da mesma. E pacientes diabéticos têm uma maior produção de substâncias inflamatórias nas células adiposas do corpo que provocam a inflamação e a rigidez do ombro congelado.

Como prevenir estas doenças?

As complicações do diabetes mellitus podem ser evitadas com a dieta, prática de atividade física e uso dos hipoglicemiantes orais ou insulina. Um bom controle glicêmico é fundamental.

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Visite frequentemente seu endocrinologista e ao apresentar qualquer sintoma de dor no ombro, procure um ortopedista especialista em ombro.

Idosos e dor no ombro

O envelhecimento da população é um fenômeno mundial. No Brasil, atualmente 11% das pessoas têm 60 anos ou mais. Em 2050, os idosos representarão um terço da população brasileira. Os idosos são responsáveis em torno de 40% das consultas médicas e metade das internações hospitalares. Portanto, é inevitável uma preocupação especial com as pessoas dessa faixa etária, pois elas são portadoras da maior parte das enfermidades.

Queixas de dor no ombro são comuns na população e ocorrem em 67% dos idosos. Nesta faixa etária os problemas mais comuns são a lesão do manguito rotador, a artropatia do manguito rotador e a artrose do ombro. As lesões do manguito rotador estão presentes em até 50% das pessoas acima dos 80 anos de idade. A artrose do ombro representa 37,5% dos diagnósticos nos pacientes com 80 anos ou mais com problemas nos ombros.

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O que é a lesão do manguito rotador?

O manguito rotador é o conjunto de 4 tendões com seus respectivos músculos que se localizam no ombro e envolvem a cabeça do úmero. Os tendões são: tendão supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor. Esses tendões são importantes na boa mobilidade do ombro. É o manguito rotador que nos permite levantar objetos, rodar o braço, arremessar uma bola e realizar diversas atividades da vida diária com os membros superiores. A lesão do manguito rotador é a causa mais comum de dor no ombro.

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Manguito rotador. A)imagem de frente B) imagem de lado C) imagem por trás

As lesões podem ocorrer de duas maneiras: traumatismos, por exemplo, acidentes automobilísticos, quedas da própria altura, ao carregar objetos muito pesados; ou com o nosso envelhecimento ocorre um enfraquecimento natural dos tendões, por diminuição ou alteração da estrutura das fibras de colágeno. Em algumas pessoas por características genéticas ou hábitos/antecedentes pessoais, por exemplo, tabagismo, esforços repetitivos pelo trabalho ou esporte, diabetes, reumatismos, podem ter um maior enfraquecimento do tendão, levando a sua ruptura ou lesão.

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Ressonância magnética demonstrando lesão do tendão supraespina

Leia mais sobre o diagnóstico e o tratamento destas lesões no artigo sobre a lesão do manguito rotador.

O que é a artrose do ombro?

A osteoartrose ou osteoartrite do ombro é uma doença caracterizada por um desgaste da cartilagem que recobre os ossos da cabeça do úmero e da glenoide (escápula). Uma articulação para ter uma movimentação adequada e sem dor precisa ter suas superfícies recobertas de cartilagem saudáveis, lisas e bem lubrificadas. Na artrose do ombro ocorre um desgaste da cartilagem causando dor e diminuição da movimentação. A artrose do ombro é muito menos frequente que a artrose do joelho ou quadril.

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Leia mais sobre o diagnóstico e o tratamento no artigo sobre a artrose do ombro.

Como é o tratamento das lesões do ombro nos idosos?

Evidentemente que o tratamento vai depender do diagnóstico e da gravidade das lesões. Mas podemos ressaltar que neste grupo de pacientes o tratamento não-cirúrgico é a primeira opção na maioria dos casos. Podemos utilizar gelo, antiinflamatórios e analgésicos. Devem ser evitados também os fatores que iniciaram ou agravaram os sintomas. O tratamento fisioterápico envolve, inicialmente, um protocolo de analgesia, que pode incluir a utilização de gelo ou calor local com a utilização de ultrassom, ondas curtas ou outros meios físicos. Posteriormente, são seguidos protocolos de alongamento e fortalecimento da musculatura ao redor da escápula e do manguito rotador.

O tratamento cirúrgico pode ser indicado nos pacientes no qual o tratamento clínico falhou e  que não tenham problemas de saúde grave que impeçam sua realização. O tipo de cirurgia depende do diagnóstico do paciente.

Alongamentos e dor no ombro

Muitos pacientes com dor no ombro por tendinite do manguito rotador,  lesão SLAP, tendinite do bíceps ou lesão do manguito rotador  possuem contratura do músculo peitoral menor e da cápsula posterior do ombro. Portanto, o alongamento destas estruturas do ombro são importantes no tratamento destas lesões.

O músculo peitoral menor encurtado puxa a escápula para baixo, diminuindo o espaço por onde passam os tendões supraespinal e infraespinal do manguito rotador. Com isto temos um aumento do atrito entre os tendões do manguito rotador e o acrômio podendo levar a dor e inflamação destes tendões e da bursa subacromial.  Portanto, o alongamento do músculo peitoral menor é muito importante na reabilitação dos pacientes com dor no ombro.

Músculo peitoral menor

Músculo peitoral menor

 

Os alongamentos mais utilizados para alongamento do músculo peitoral menor são:

corner stretch

Corner stretch

sumo stretch

Sumo stretch

Legenda: A) upper back roll stretch B) center spine roll stretch

A) upper back roll stretch B) center spine roll stretch

Legenda: alongamento para o músculo peitoral menor

Alongamentos para o músculo peitoral menor

Outra alteração muito comum nos pacientes com dor no ombro é a contratura da cápsula posterior do ombro.  Esta alteração leva a uma limitação de um movimento específico do ombro, chamado de rotação interna.  Após certo período, o ombro com restrição da rotação interna passa a funcionar de modo alterado e sua rotação não ocorre mais no centro da articulação. Isto ocasiona um tensionamento excessivo de um tendão que tem origem no lábio da glenóide, chamado “cabeça longa do bíceps”.  Esta é a origem ou causa das lesões SLAP ou lesões do lábio superior da glenóide.  Leia mais sobre o diagnóstico e tratamento no artigo lesão SLAP.

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Medida da rotação interna do ombro

 

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Slepper stretch

 

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Cross-arm stretch

 

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Capsule posterior stretch

Não podemos esquecer que no tratamento das doenças do ombro deve ser realizado o alongamento do músculo trapézio – porção superior e da musculatura cervical.

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Alongamento do músculo trapézio

Mas antes procure um médico ortopedista especialista de ombro. Garantindo um diagnóstico e plano de tratamento adequado para seu problema.