Luxação acromioclavicular

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O que é a luxação acromioclavicular?

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É uma lesão que ocorre nos ligamentos entre a clavícula na sua porção mais lateral e o acrômio, ocasionando a perda do contato normal entre as superfícies articulares destes dois ossos. Ocorre frequentemente em traumatismos quando o paciente cai sobre o ombro. Comum em esportes como judô, ciclismo e futebol. A articulação entre a clavícula e o acrômio é estabilizada por dois conjuntos de ligamentos: um entre o acrômio e a clavícula e outro entre a clavícula e o processo coracoide.

Figura demonstrando a lesão dos ligamentos estabilizadores da articulação acromioclavicular

Figura demonstrando a lesão dos ligamentos estabilizadores da articulação acromioclavicular.

Quais são os sintomas e como podemos diagnóstica-la?

Os sintomas são dor e edema na região mais lateral da clavícula. Dificuldade para elevar o ombro. A luxação acromioclavicular é facilmente diagnosticada por radiografias do ombro. Em casos mais leves, as radiografias podem ser normais, nestes casos a ressonância magnética pode confirmar o diagnóstico.

Ressonância magnética do ombro demonstrando ruptura dos ligamentos coracoclaviculares

Ressonância magnética do ombro demonstrando ruptura dos ligamentos coracoclaviculares.

Quais são os diferentes tipos da luxação acromioclavicular?

A luxação acromioclavicular pode ser classificada pelo grau de lesão dos ligamentos acromioclaviculares e coracoclaviculares e consequentemente pelo desvio da clavícula em relação ao acrômio.

No tipo 1, o mais leve, temos apenas um estiramento dos ligamentos acromioclaviculares, sem nenhum desvio da clavícula;

No tipo 2, temos um rompimento dos ligamentos acromioclaviculares, mas os ligamentos coracoclaviculares estão íntegros, também não ocorre nenhum desvio da clavícula;

No tipo 3 ocorre ruptura dos ligamentos coracoclaviculares com desvio para cima da clavícula de 25 a 100% em relação ao lado normal;

Nos tipos 4 e 5 ocorrem lesão de todos ligamentos e da musculatura ao redor da clavícula e acrômio, levando a um desvio maior da clavícula. No tipo 4, a clavícula desvia-se para trás e no tipo 5, o desvio superior da clavícula é de mais de 100% em relação ao lado contralateral.

 

 Radiografia demonstrando luxação acromioclavicular tipo 5 com desvio superior a 100%

Radiografia demonstrando luxação acromioclavicular tipo 5 com desvio superior a 100%

Como é o tratamento da luxação acromioclavicular?

Os tipos 1 e 2 são sempre de tratamento não-cirúrgico, com uso de gelo, antiinflamatórios e tipoia por 7 a 14 dias. Posteriormente deve ser iniciado o tratamento fisioterápico para recuperação da movimentação e força do ombro.

O tratamento das luxações do tipo 3 é assunto controverso entre os especialistas de ombro, mas as evidências atuais apontam que o melhor tratamento seja o não-cirúrgico.

Para as lesões do tipo 4 ou 5, o tratamento deve ser cirúrgico.

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Como é o tratamento cirúrgico?

O tratamento cirúrgico pode ser feito pelo método aberto ou artroscópico, existem múltiplas técnicas e dispositivos para redução e estabilização da clavícula. Entretanto o mais importante é que nas lesões com menos de 4 semanas, apenas a redução e estabilização da clavícula são suficientes para cicatrização dos ligamentos na sua posição original.

Nas lesões com mais de 4 semanas é necessário o uso de algum reforço biológico. Esse reforço pode ser um ligamento do próprio ombro (cirurgia de Weaver-Dunn) ou um tendão do joelho semelhante às cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado. Após o tratamento cirúrgico o paciente deve usar a tipoia por 6 semanas.

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