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Fratura da cabeça do rádio – Cotovelo

A fratura da cabeça do rádio é a mais comum do cotovelo. O rádio é um dos ossos do antebraço e sua porção próxima à articulação do cotovelo é denominada cabeça do rádio. Estas fraturas ocorrem habitualmente após uma queda com o cotovelo esticado e com o apoio da mão contra o solo.

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Representação do cotovelo (cabeça do rádio em verde).

Como é feito o diagnóstico?

O paciente refere dor no cotovelo que piora com a movimentação. Edema e equimose também podem ser encontrados. A radiografia é suficiente para o diagnóstico na grande maioria dos casos. Entretanto, nas fraturas com pequeno desvio ou para o planejamento do tratamento cirúrgico pode ser necessária a realização de uma tomografia computadorizada.

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Tomografia computadorizada demonstrando uma fratura da cabeça do rádio.

Na avaliação clinica e radiográfica dos pacientes, o ortopedista também deve estar atento as lesões ligamentares do cotovelo, especialmente do ligamento colateral lateral, e a presença de outras fraturas que podem ocorrer concomitante na região do cotovelo ou até mesmo no punho do paciente. Para saber sobre outras fraturas do cotovelo, leia o artigo fraturas do cotovelo.

Como é o tratamento das fraturas da cabeça do rádio?

As fraturas da cabeça do rádio com pequeno desvio (menor que 2 mm) são tratadas de modo não-cirúrgico. Nos primeiros dias, o paciente pode ser imobilizado com uma tipóia ou uma órtese axilopalmar para conforto e redução do edema. Mas ao contrário da maioria das fraturas que precisam de um longo tempo de imobilização, esta fratura deve ficar imobilizada o menor tempo possível. O tratamento fisioterápico deve ser iniciado o mais rapidamente para restabelecimento da movimentação do cotovelo. Imobilizações por longos períodos podem ocasionar a rigidez do cotovelo. As fraturas com desvio ou aquelas associadas a lesões ligamentares ou a outras fraturas do cotovelo devem ser tratadas cirurgicamente.

Como é o tratamento cirúrgico das fraturas da cabeça do rádio?

As fraturas com desvio maior que 2 mm ou aquelas que bloqueiam a movimentação do cotovelo devem ser submetidas ao tratamento cirúrgico. A maioria das fraturas da cabeça do rádio são tratadas e fixadas cirurgicamente com auxílio de placa e parafusos. Em algumas fraturas pode ocorrer uma fragmentação ou cominuição, ou seja, a cabeça do rádio sofre uma fratura com muitos fragmentos. Nestes casos, não é possível a fixação da fratura e a cabeça do rádio é substituída por uma prótese (artroplastia da cabeça do rádio). Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível para evitar a rigidez do cotovelo. Consulte um especialista de ombro e cotovelo para saber a melhor forma de tratamento para o seu caso.

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Fratura da cabeça do rádio tratada com placa e parafusos (A) e com prótese da cabeça do rádio (B).

Fratura do olecrano – Cotovelo

O olecrano é a parte da ulna, um dos ossos do antebraço, mais próxima do cotovelo. As fraturas do olecrano são fraturas comuns do cotovelo. Eles ocorrem principalmente em dois grupos de pacientes, pessoas jovens que sofreram traumatismos de grande energia ou em pessoas idosas após quedas da própria altura.

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Radiografias do cotovelo (olecrano em amarelo)

Como é feito o diagnóstico?

As fraturas do olecrano podem ser diagnosticadas por radiografias simples. Uma tomografia computadorizada pode ser solicitada em fraturas muito fragmentadas ou na presença de outras fraturas do cotovelo, como as fraturas da cabeça do rádio ou do processo coronóide, para facilitar o planejamento cirúrgico. Leia mais sobre outras fraturas do cotovelo no artigo fraturas do cotovelo.

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Radiografia do cotovelo demonstrando uma fratura do olecrano (seta)

Como é o tratamento das fraturas do olecrano?

As fraturas do olecrano são tratadas, preferencialmente, com cirurgia. Apenas as fraturas do olecrano sem desvio são tratadas não cirurgicamente. Estes pacientes devem ficar imobilizados por 4 semanas com um gesso axilopalmar e posteriormente são encaminhados para o tratamento fisioterápico.

Como é o tratamento cirúrgico das fraturas do olecrano?

As fraturas do olecrano podem tratadas por dois métodos de fixação: a banda de tensão ou com placa e parafusos. Para fraturas mais simples, os dois métodos de fixação são válidos. Para as fraturas mais complexas e com muitos fragmentos ou associadas a luxação do cotovelo, a fixação com placa e parafusos é a melhor opção. Após o tratamento cirúrgico, o paciente é encaminhado para o tratamento fisioterápico para restabelecer a movimentação do cotovelo e evitar a rigidez. Para saber a melhor opção de tratamento, consulte um especialista de ombro e cotovelo.

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Fratura do olecrano fixada com banda de tensão (A) e com placa e parafusos (B)

Fraturas do cotovelo

A articulação do cotovelo é composta pelos seguintes ossos: úmero, rádio e ulna. Portanto, podemos ter durante um traumatismo no cotovelo: uma fratura do úmero distal, cabeça do rádio, ulna proximal (olécrano) de maneira isolada ou combinada.

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Fratura da cabeça do rádio

As fraturas da cabeça do rádio podem ocorrer de forma isolada. Menos comumente pode estar associada a uma luxação do cotovelo ou fraturas de outros ossos do cotovelo, o que pode alterar a forma do tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

Radiografias do cotovelo em três incidências são suficientes para se diagnosticar a fratura e planejar o tratamento. No entanto, a tomografia computadorizada poderá ser útil para avaliar o tamanho, nível de fragmentação e o grau de desvio da fratura.

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Quais os fatores que influenciam o tratamento?

Os fatores que influenciam o tratamento são a atividade, idade e quais exigências que o paciente irá impor ao cotovelo.

Outro fator importante que muitas vezes pode passar desapercebido no atendimento de urgência do paciente são as lesões ligamentares associadas que sempre estão presentes nos casos de fratura-luxação do cotovelo.

O número de fragmentos da fratura e o desvio destes fragmentos também são importantes.

Como é o tratamento das fraturas da cabeça do rádio?

As fraturas isoladas com desvio minimo, isto é, menor que 2 mm, podem ser tratadas não cirurgicamente. Estas fraturas são relativamente estáveis. Orientamos o uso de uma tipoia simples por 7 a 14 dias e iniciamos o tratamento fisioterápico precocemente.  Não há benefício para o paciente, ser imobilizado por um longo período e pode acarretar num cotovelo rígido de difícil tratamento.

Para fraturas com desvio maior que 2 mm, bloqueio dos movimentos do cotovelo ou com lesões ligamentares associadas é indicado o tratamento cirúrgico.  Nas fraturas com até 3 fragmentos, normalmente é realizada a fixação da fratura com placa e parafusos, nas fraturas com mais fragmentos ou fragmentos muito pequenos, a fixação pode não ser possível, sendo  realizada a substituição da cabeça do rádio por uma prótese metálica. O objetivo do tratamento cirúrgico é permitir a movimentação precoce do cotovelo para evitar uma das complicações mais frequentes, a rigidez. Para saber mais sobre as fraturas da cabeça do rádio, clique aqui.

Fratura da cabeça do rádio fixada com placa e parafusos

Fratura da cabeça do rádio fixada com placa e parafusos

Fratura da cabeça do rádio tratada com prótese

Fratura da cabeça do rádio tratada com prótese

Fratura da ulna proximal (olécrano)

O olécrano consiste na parte proximal da ulna que é facilmente palpável na região posterior (atrás) do cotovelo. Por ser bem superficial é vulnerável a traumatismos diretos nesta região. É facilmente diagnóstica por radiografias do cotovelo.

Fratura da ulna proximal (olécrano)

Fratura da ulna proximal (olécrano)

A fratura do olécrano em geral é de tratamento cirúrgico, pois está num região onde ocorre a movimentação da articulação do cotovelo e não são tolerados desvios dos fragmentos maiores que 2 mm.

Desvios maiores que 2 mm podem deixar a articulação irregular, gerar uma artrose precoce e prejudicar a movimentação do cotovelo.  Outro fator importante é que o cotovelo não pode ficar imobilizado por longo período até que ocorra a consolidação óssea, pois pode ficar rígido (sem movimentação) que dificilmente será restabelecida com o tratamento fisioterápico. Para ler mais sobre as fraturas do olecrano, clique aqui.

Fratura do olécrano tratada com placa e parafusos

Fratura do olécrano tratada com placa e parafusos

Fratura do úmero distal

O úmero, o osso do braço, articula-se com a ulna e o rádio no cotovelo. As fraturas da porção distal do úmero costumam ocorrer após queda ao solo. Esta é a fratura mais grave dentre as que podem acometer o cotovelo.

Fratura do úmero distal (cotovelo)

Fratura do úmero distal (cotovelo)

A fratura do úmero distal em geral é de tratamento cirúrgico, pois está num região onde ocorre a movimentação da articulação do cotovelo e não são tolerados desvios dos fragmentos maiores que 2 mm.

Desvios maiores que 2mm podem deixar a articulação irregular, gerar uma artrose precoce e prejudicar a movimentação do cotovelo.  Outro fator importante é que o cotovelo não pode ficar imobilizado por longo período até que ocorra a consolidação óssea, pois pode ficar rígido (sem movimentação) que dificilmente será restabelecida com o tratamento fisioterápico.

O tratamento cirúrgico das fraturas do cotovelo, na maioria dos casos é realizada com fixação da fratura com duas placas e vários parafusos. Além disso, para visualizar adequadamente a articulação do cotovelo e realizar a redução adequada, costuma ser necessário um procedimento chamado osteotomia do olécrano (é feita, cirurgicamente, uma fratura nesse osso). Após o término da fixação do úmero, é preciso fixar o olécrano também, Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar a rigidez do cotovelo. Em alguns casos com muita fragmentação da superfície articular não é possível fixar a fratura, sendo necessário realizar uma artroplastia do cotovelo.

Fratura do úmero distal tratada com placa e parafusos

Fratura do úmero distal tratada com placa e parafusos

 

Fratura do úmero distal tratada com prótese

Fratura do úmero distal tratada com prótese

Ciclismo e lesões no ombro e cotovelo

O número de pessoas que utiliza a bicicleta para lazer, meio de transporte ou atividade esportiva cresceu de maneira constante nos últimos anos. O número de ciclistas aumentou 50% entre os anos de 2013 e 2014.  As ciclovias e ciclofaixas proliferaram  nas grandes cidades. Na cidade de São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) serão entregues 400 Km de ciclovias no ano de 2016.

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Andar de bicicleta traz benefícios importantes para a saúde e o meio ambiente. É também uma atividade recreativa que permite mais contato entre o ciclista e sua cidade, permitindo conhecê-la melhor. Mais que isso, a bicicleta é um meio de transporte rápido, econômico e não poluente.  É uma excelente atividade esportiva, uma hora de ciclismo gasta de 400 a 500 calorias e fortalece a musculatura abdominal, glúteos e coxas.

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Entretanto, não é uma atividade isenta de riscos. Na cidade de São Paulo no ano de 2014, tivemos 47 ciclistas mortos em acidentes de trânsito, segundo dados da CET. Portanto, alguns cuidados são importantes, principalmente ao pedalar na cidade. Use capacete, luvas, óculos, tênis confortável, roupas claras e chamativas. Sinalize suas intenções, não ande na contramão, respeite os pedestres e cuidado especialmente nos cruzamentos e esquinas.

O ombro é articulação mais acometida nas quedas de bicicleta e a fratura da clavícula é a mais comum nesta atividade esportiva. Outras lesões comuns são a luxação acromioclavicular, fratura da cabeça do rádio e a fratura do escafóide.

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Estou com dor no ombro ou no cotovelo após uma queda de bicicleta, o que fazer?

Procure um serviço ortopédico de urgência, você vai precisar ser avaliado e provavelmente serão realizadas algumas radiografias para realizar o diagnóstico correto.

Como é o tratamento da fratura da clavícula?

O tratamento da fratura da clavícula deve ser individualizado levando em conta a presença de outras fraturas, desvio dos fragmentos e nível de atividade do paciente. Em 85% dos casos, as fraturas da clavícula ocorrem no seu terço médio. Nos pacientes com outras fraturas no mesmo ombro ou membro superior, o tratamento deve ser cirúrgico.  Fraturas da clavícula com encurtamento maior que 2 cm, expostas ou lesão neurológica também devem ser tratadas cirurgicamente. As demais podem ser tratadas não cirurgicamente com uso de tipoia por 1 mês.  Alguns ortopedistas preferem a imobilização em 8, mas a literatura médica não mostra resultados superiores no uso desta imobilização e são mais desconfortáveis. Saiba mais sobre as fraturas da clavícula na nossa página.

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Fratura da clavícula tratada cirurgicamente com placa e parafusos

Como é o tratamento da luxação acromioclavicular?

A luxação acromioclavicular do tipo 1 e 2 são sempre de tratamento não cirúrgico, com uso de gelo, antiinflamatórios e tipoia por 7 a 14 dias. Posteriormente deve ser iniciado o tratamento fisioterápico para recuperação da movimentação e força do ombro. O tratamento da luxação acromioclavicular do tipo 3 é assunto controverso entre os especialistas do ombro, mas as evidências atuais apontam que o melhor tratamento seja o não cirúrgico.

Para as lesão acromioclavicular do tipo 4 ou 5, o tratamento deve ser cirúrgico. Saiba mais sobre as luxações acromioclaviculares.

Luxação acromioclavicular do tipo V

Luxação acromioclavicular do tipo V

Como é o tratamento da fratura da cabeça do rádio?

As fraturas isoladas da cabeça do rádio com desvio minimo, isto é menor que 2 mm, podem ser tratadas não cirurgicamente. Estas fraturas são relativamente estáveis. Orientamos o uso de uma tipoia simples por 7 a 14 dias e iniciamos o tratamento fisioterápico precocemente.  Não há benefício para o paciente ficar imobilizado por um longo período que pode levar a um cotovelo rígido de difícil tratamento.

Para fraturas da cabeça do rádio com desvio maior que 2 mm, bloqueio dos movimentos do cotovelo ou com lesão ligamentar associada é indicado o tratamento cirúrgico. Leia mais sobre as fraturas do cotovelo.

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Quando poderei pedalar novamente após a lesão?

A resposta não é muito simples, depende da consolidação da fratura, bem como da recuperação da força muscular e movimentação do ombro ou cotovelo. Em linhas gerais, para ciclismo em terreno plano e esforço moderado, 4 meses. Para atividades mais intensas, 6 meses. Mas, siga as orientações do seu médico ou procure um especialista de ombro ou cotovelo para maiores orientações.
Divirta-se e boas pedaladas!