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Tendinite e lesão do bíceps distal

O que é a tendinite do biceps distal?

É o processo inflamatório do tendão do músculo biceps na região do cotovelo. Os sintomas são dor na região anterior (frente) do cotovelo e aos movimentos de flexão (dobrar) ou rodar o cotovelo. É muito comum em praticantes de musculação ou trabalhadores que carregam peso. O tratamento é não-cirúrgico. Podemos utilizar gelo, antiinflamatórios e analgésicos.

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Devem ser evitados também os fatores que iniciaram ou agravaram os sintomas.

O tratamento fisioterápico envolve, inicialmente, um protocolo de analgesia, que pode incluir a utilização de gelo ou calor local com a utilização de ultra-som, ondas curtas ou outros meios físicos. Posteriormente, são seguidos protocolos de alongamento e fortalecimento da musculatura do braço e antebraço.

Exercício de alongamento para o cotovelo

Exercício de alongamento para o cotovelo

Lesão do biceps distal

A lesão do tendão distal do biceps é uma lesão rara, é mais comum em homens dos 40 aos 60 anos de idade. Entretanto, sua incidência vem crescendo com o aumento de pessoas que realizam atividades físicas.

Quais são os sintomas?

A história clínica é tipica, os pacientes referem uma dor súbita na região anterior  (na frente) do cotovelo ao carregar um objeto pesado. O paciente mantém a movimentação normal do cotovelo, mas tem dor. Pode ocorrer edema ou equimose na região. O próprio paciente refere perceber uma deformidade na face anterior do cotovelo, especialmente ao realizar a flexão e extensão do cotovelo.

Equimose da lesão do biceps no cotovelo (sinal de Popeye)

Equimose da lesão do biceps no cotovelo (sinal de Popeye)

Como é feito o diagnóstico da lesão do biceps distal?

Através do exame clínico, o diagnóstico é facilmente realizado pelo especialista de ombro e cotovelo. Nos casos duvidosos, uma ressonância magnética pode ajudar (existem lesões parciais).

Ressonância magnética demonstrando lesão do biceps no cotovelo

Ressonância magnética demonstrando lesão do biceps no cotovelo

Como é o tratamento da lesão do bíceps?

O tratamento cirúrgico é o mais recomendado para essa lesão. E ele deve ser realizado até 4 semanas da lesão, caso contrário o tendão pode retrair muito e impossibilitar o reparo adequado da lesão.

O tratamento cirúrgico pode ser realizado por 2 técnicas, com uma ou duas incisões no cotovelo, preferimos a técnica com 2 incisões por ter uma menor incidência de complicações neurológicas.

É realizada uma incisão na região da prega anterior do cotovelo, onde é identificado o tendão rompido, com um instrumento cirúrgico passamos o tendão ao redor do osso rádio e realizamos uma outra incisão na região lateral do cotovelo, onde vamos prender o tendão na tuberosidade do rádio (local aonde o tendão do bíceps deve estar inserido).

O tratamento não cirúrgico é indicado para pessoas sedentárias ou idosas que reclamam de pouca dor. Lesões acima de quatro semanas torna o procedimento muito mais difícil e deve ser conversado com o paciente  a possibilidade de não fixação do tendão junto a sua posição original.

Fixação do biceps com auxílio de 01 parafuso

Fixação do biceps com auxílio de 01 parafuso

Como é o pós-operatório?

Após a cirurgia o paciente é imobilizado por 1 semana. Após uma semana inicia movimentos passivos de flexão (dobrar) e extensão do cotovelo e rotação do antebraço, tomando cuidado com a flexão e a supinação . Após mais 2 semanas é liberado para realizar a flexo-extensão ativamente. Após 6 semanas todos os movimentos são liberados. Após 3 meses inicia-se o trabalho de fortalecimento  e após 6 meses é liberado para os esportes.

E nas lesões crônicas do bíceps (com mais de 4 semanas)?

Nestes casos o tratamento cirúrgico deve ser indicado com muito cuidado, pois os resultados não são bons como nos casos agudos. Dificilmente o tendão poderá ser reinserido na sua posição original. Nos pacientes com sintomas, é necessário o reparo com o uso de algum reforço biológico. Esse reforço pode ser um tendão do joelho do paciente semelhante às cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado .

Musculação e cotovelo

A atividade física, especialmente os exercícios de musculação, tem apresentado tendência crescente no número de praticantes. Entre os anos 2006 e 2014 houve um aumento de 50% no número de pessoas que praticam musculação no Brasil, totalizando aproximadamente 7 milhões de praticantes.

Consequentemente, vemos um grande número de lesões no cotovelo secundárias a musculação.
Quinze por cento das lesões do aparelho musculoesquelético são nos cotovelos. Exercícios de fortalecimento muscular estão comumente associados a epicondilite medial e a tendinite do bíceps distal.

O que é a epicondilite medial?

Atividades que realizam movimentos repetitivos de flexão (dobrar) o punho ou os dedos ocasionam a epicondilite medial. Os músculos e tendões responsáveis por estes movimentos tem origem na região interna do cotovelo (epicôndilo medial). Estes esforços causam inicialmente um processo inflamatório nesta região (tendinite). Entretanto, após este evento podem ocorrer alterações estruturais nas fibras de colágeno destes tendões, causando dor crônica e perda de força no cotovelo e punho. Também alguns fatores genéticos mal compreendidos atualmente parecem favorecer o aparecimento da epicondilite medial.

Epicôndilo medial, origem dos músculos flexores do punho e dedos

Epicôndilo medial, origem dos músculos flexores do punho e dedos

O que é a tendinite do bíceps distal?

É o processo inflamatório do tendão do músculo bíceps na região do cotovelo. Os sintomas são dor na região anterior (frente) do cotovelo e aos movimentos de flexão (dobrar) ou rodar o cotovelo. O tratamento é não-cirúrgico, podemos utilizar gelo, anti-inflamatórios e analgésicos.
Devem ser evitados também os fatores que iniciaram ou agravaram os sintomas.

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Quais exercícios comumente ocasionam lesões no cotovelo?

A epicondilite medial está relacionada com dois exercícios, bíceps na barra reta e tríceps testa. Ao realizar estes exercícios o atleta pode flexionar(dobrar) o punho de maneira inadequada no final do movimento, tensionando excessivamente a origem da musculatura flexora do antebraço, iniciando o processo inflamatório. Outra causa é que estes exercícios fazem um stress em valgo, aumentando a tensão na parte interna do cotovelo.

A tendinite do bíceps está associada aos exercícios de fortalecimento deste músculo.

Exercício tríceps testa

Exercício tríceps testa

Como prevenir a epicondilite medial e a tendinite do bíceps?

Cuidado com a carga, aumente progressivamente os pesos. Faça sempre o movimento completo, tenha atenção na postura e evite “roubar” flexionando o punho. Aquecimento e alongamento antes do treino são fundamentais. Nos exercícios para bíceps substitua a barra reta pela barra em W.

Nos primeiros sintomas, fale com seu treinador e procure um médico. Leia mais sobre o tratamento e diagnóstico da epicondilite medial e tendinite do bíceps.

A) Fortalecimento do bíceps na barra reta B) na barra em W

A) Fortalecimento do bíceps na barra reta B) na barra em W