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Fratura da Clavícula

A fratura da clavícula é uma lesão bastante comum, especialmente entre as crianças e os jovens. A clavícula conecta o tórax com o membro superior.

Ocorre por quedas sobre o ombro ou traumatismos diretos sobre a clavícula. Acontece frequentemente em quedas de moto, bicicleta ou da própria altura.

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Como é feito o diagnóstico?

Os pacientes com fratura da clavícula possuem dor e edema na região clavicular e dificuldade para elevar o ombro.

Com radiografias simples, o diagnóstico é feito.

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Como é o tratamento das fraturas da clavícula nas crianças?

A fratura da clavícula são as mais frequentes na infância. Nos recém-nascidos, prender a manga da roupa com um alfinete, imobilizando o membro superior já é o suficiente para manter seu filho confortável, sem dor e permitir a consolidação da fratura. Nas crianças maiores, o uso de uma tipoia por 3 a 4 semanas é o tratamento adequado.

Como é o tratamento das fraturas nos adultos?

Nos adultos, o tratamento deve ser individualizado levando em conta a presença de outras fraturas, desvio dos fragmentos e nível de atividade do paciente. Em 85% dos casos, as fraturas da clavícula ocorrem no seu terço médio. Nos pacientes com outras fraturas no mesmo ombro ou membro superior, o tratamento deve ser cirúrgico. Fraturas com encurtamento maior que 2 cm também devem ser tratadas cirurgicamente.

As demais podem ser tratadas não cirurgicamente com uso de tipoia por 1 mês. Alguns ortopedistas preferem a imobilização em 8, mas a literatura médica não mostra resultados superiores no uso desta imobilização e são mais desconfortáveis.

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Como é o  tratamento cirúrgico?

Na maioria das fraturas, o objetivo é fixar os fragmentos ósseos e estabilizá-los de modo a permitir uma movimentação e reabilitação precoce. Existem diversos métodos para fixar essa fratura. O método mais utilizado atualmente é a fixação com placas específicas para esse tipo de fratura, com características mecânicas que apresentam maior resistência e promovem maior estabilidade.

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Fratura do cotovelo na criança

As fraturas supracondilianas são as fraturas do cotovelo mais comuns nas crianças (70% dos casos). Quase todas são causadas por trauma acidental. A queda de altura é responsável por 70% do número total. As crianças com menos de 3 anos de idade geralmente machucam-se ao cair da cama, de um móvel ou da escada, ao passo que as crianças com mais de 3 anos de idade geralmente caem de brinquedos como balanço ou outros equipamentos do playground.

Como é feito o diagnóstico?

Quando uma criança sente dor no cotovelo e não consegue usar o braço após uma queda, deve-se suspeitar de uma fratura no cotovelo ou do antebraço. As radiografias confirmam o diagnóstico.

Fratura supracondiliana do cotovelo

Fratura supracondiliana do cotovelo

Como é o tratamento?

Fraturas sem desvio podem ser tratadas com gesso por 3 semanas. Fraturas desviadas geralmente precisam de tratamento cirúrgico com redução da fratura sob anestesia e fixação com fios de aço, muitas vezes sem a realização de incisões na pele.

Fixação de uma fratura do cotovelo na criança

Fixação de uma fratura do cotovelo na criança

Quais as complicações?

As principais complicações são lesões vasculares e neurológicas, lesão da cartilagem de crescimento do cotovelo e consolidação em uma posição inadequada. Estas duas últimas complicações podem levar a deformidades do alinhamento do cotovelo e podem ser minimizadas ou evitadas com uma redução adequada do foco de fratura.

fratura do cotovelo na criança com consolidação viciosa e deformidade em varo

Fratura do cotovelo na criança com consolidação viciosa e deformidade em varo