Fraturas do cotovelo

Fraturas-do-cotovelo

A articulação do cotovelo é composta pelos seguintes ossos: úmero, rádio e ulna. Portanto, podemos ter durante um traumatismo no cotovelo: uma fratura do úmero distal, cabeça do rádio, ulna proximal (olécrano) de maneira isolada ou combinada.

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Fratura da cabeça do rádio

As fraturas da cabeça do rádio podem ocorrer de forma isolada. Menos comumente pode estar associada a uma luxação do cotovelo ou fraturas de outros ossos do cotovelo, o que pode alterar a forma do tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

Radiografias do cotovelo em três incidências são suficientes para se diagnosticar a fratura e planejar o tratamento. No entanto, a tomografia computadorizada poderá ser útil para avaliar o tamanho, nível de fragmentação e o grau de desvio da fratura.

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Quais os fatores que influenciam o tratamento?

Os fatores que influenciam o tratamento são a atividade, idade e quais exigências que o paciente irá impor ao cotovelo.

Outro fator importante que muitas vezes pode passar desapercebido no atendimento de urgência do paciente são as lesões ligamentares associadas que sempre estão presentes nos casos de fratura-luxação do cotovelo.

O número de fragmentos da fratura e o desvio destes fragmentos também são importantes.

Como é o tratamento das fraturas da cabeça do rádio?

As fraturas isoladas com desvio minimo, isto é, menor que 2 mm, podem ser tratadas não cirurgicamente. Estas fraturas são relativamente estáveis. Orientamos o uso de uma tipoia simples por 7 a 14 dias e iniciamos o tratamento fisioterápico precocemente.  Não há benefício para o paciente, ser imobilizado por um longo período e pode acarretar num cotovelo rígido de difícil tratamento.

Para fraturas com desvio maior que 2 mm, bloqueio dos movimentos do cotovelo ou com lesões ligamentares associadas é indicado o tratamento cirúrgico.  Nas fraturas com até 3 fragmentos, normalmente é realizada a fixação da fratura com placa e parafusos, nas fraturas com mais fragmentos ou fragmentos muito pequenos, a fixação pode não ser possível, sendo  realizada a substituição da cabeça do rádio por uma prótese metálica. O objetivo do tratamento cirúrgico é permitir a movimentação precoce do cotovelo para evitar uma das complicações mais frequentes, a rigidez.

Fratura da cabeça do rádio fixada com placa e parafusos

Fratura da cabeça do rádio fixada com placa e parafusos

Fratura da cabeça do rádio tratada com prótese

Fratura da cabeça do rádio tratada com prótese

Fratura da ulna proximal (olécrano)

O olécrano consiste na parte proximal da ulna que é facilmente palpável na região posterior (atrás) do cotovelo. Por ser bem superficial é vulnerável a traumatismos diretos nesta região. É facilmente diagnóstica por radiografias do cotovelo.

Fratura da ulna proximal (olécrano)

Fratura da ulna proximal (olécrano)

A fratura do olécrano em geral é de tratamento cirúrgico, pois está num região onde ocorre a movimentação da articulação do cotovelo e não são tolerados desvios dos fragmentos maiores que 2 mm.

Desvios maiores que 2 mm podem deixar a articulação irregular, gerar uma artrose precoce e prejudicar a movimentação do cotovelo.  Outro fator importante é que o cotovelo não pode ficar imobilizado por longo período até que ocorra a consolidação óssea, pois pode ficar rígido (sem movimentação) que dificilmente será restabelecida com o tratamento fisioterápico.

Fratura do olécrano tratada com placa e parafusos

Fratura do olécrano tratada com placa e parafusos

Fratura do úmero distal

O úmero, o osso do braço, articula-se com a ulna e o rádio no cotovelo. As fraturas da porção distal do úmero costumam ocorrer após queda ao solo. Esta é a fratura mais grave dentre as que podem acometer o cotovelo.

Fratura do úmero distal (cotovelo)

Fratura do úmero distal (cotovelo)

A fratura do úmero distal em geral é de tratamento cirúrgico, pois está num região onde ocorre a movimentação da articulação do cotovelo e não são tolerados desvios dos fragmentos maiores que 2 mm.

Desvios maiores que 2mm podem deixar a articulação irregular, gerar uma artrose precoce e prejudicar a movimentação do cotovelo.  Outro fator importante é que o cotovelo não pode ficar imobilizado por longo período até que ocorra a consolidação óssea, pois pode ficar rígido (sem movimentação) que dificilmente será restabelecida com o tratamento fisioterápico.

O tratamento cirúrgico das fraturas do cotovelo, na maioria dos casos é realizada com fixação da fratura com duas placas e vários parafusos. Além disso, para visualizar adequadamente a articulação do cotovelo e realizar a redução adequada, costuma ser necessário um procedimento chamado osteotomia do olécrano (é feita, cirurgicamente, uma fratura nesse osso). Após o término da fixação do úmero, é preciso fixar o olécrano também, Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar a rigidez do cotovelo. Em alguns casos com muita fragmentação da superfície articular não é possível fixar a fratura, sendo necessário realizar uma artroplastia do cotovelo.

Fratura do úmero distal tratada com placa e parafusos

Fratura do úmero distal tratada com placa e parafusos

 

Fratura do úmero distal tratada com prótese

Fratura do úmero distal tratada com prótese