Esclareça suas dúvidas. Aqui você encontra informações importantes para tratamento e prevenção das principais lesões do ombro e cotovelo associadas ao esporte.

Lesão do músculo peitoral

A rotura do músculo peitoral maior é uma lesão rara, mas com o aumento do número de praticantes de musculação, crossfit e jiu-jitsu, têm apresentado uma tendência crescente. Ela acomete preferencialmente homens entre 20 e 40 anos de idade, muitos com um histórico de uso de anabolizantes. Em 85% dos casos, ocorre em pacientes praticantes de musculação e o supino é o exercício onde ela acontece frequentemente.

Quais são os sintomas?

Os pacientes relatam dor e estalido súbitos na região medial do braço próxima ao tórax, que comumente ocorrem na execução de exercícios para o músculo peitoral. Posteriormente, surgem o inchaço e a equimose na região do músculo peitoral e a face interna do braço. Nas roturas completas do músculo peitoral, notamos também uma alteração do formato do músculo.

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Paciente com lesão do músculo peitoral maior com deformidade e equimose na região medial do braço (setas)

Como é feito o diagnóstico da lesão do músculo peitoral?

A história e o exame físico colaboram muito no diagnóstico. Entretanto, a ressonância magnética é o exame de escolha para o diagnóstico e planejamento do melhor tratamento. A ressonância magnética deve ser especifica para avaliar o músculo peitoral, os exames habituais para o ombro podem não incluir a inserção do músculo peitoral e não identificar a lesão.

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Ressonância magnética demostrando uma lesão do músculo peitoral maior (setas)

Quais são os tipos da lesão do músculo peitoral?

As roturas podem ser divididas pelo tempo, localização e grau de acometimento: são agudas ou crônicas (tempo maior que 3 semanas), podem acometer o ventre muscular, a transição miotendínea ou a inserção do tendão. E as lesões podem ser parciais ou completas. E também em relação a localização, o músculo peitoral é formado por 2 duas porções: a clavicular e a esternal, a rotura do músculo peitoral pode acometer ambas porções ou apenas uma, sendo mais comum a lesão da cabeça esternal.

Como é o tratamento da rotura do músculo peitoral?

O tratamento das lesões do músculo peitoral pode ser cirúrgico ou conservador. As lesões parciais na inserção tendínea, bem como aquelas no ventre muscular são de tratamento não cirúrgico. As lesões completas de toda inserção tendínea ou de toda porção esternal são de tratamento cirúrgico. Nas lesões agudas, o tendão é reinserido no osso com auxílio de âncoras ou endobutton. Nas lesões crônicas, o reparo primário do tendão não é possível em vários casos. Para estes pacientes utilizamos enxerto de tendão como nas cirurgias de reconstrução dos ligamentos do joelho.

Tratamento cirúrgico da lesão do músculo peitoral maior

Tratamento cirúrgico da lesão do músculo peitoral maior

Consulte um especialista de ombro para uma melhor avaliação e tratamento do seu caso.

Tênis e dor no ombro

O número de brasileiros que pratica tênis cresceu, consistentemente, após o título de Gustavo Kuerten, no torneio de Roland Garros, em 1997. Atualmente cerca de 2 milhões de brasileiros jogam tênis, segundo dados da Confederação Brasileira de Tênis.

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O ombro é uma das articulações mais solicitadas na prática deste esporte. Portanto, encontramos diversos atletas profissionais ou amadores com dor ou lesões nos ombros.  A maioria das lesões do ombro são por microtraumatismos ou resultante de um mecanismo de uso excessivo (overuse). As lesões mais comuns nestes atletas são: tendinite do manguito rotador, tendinite do bíceps, lesões SLAP, lesão do manguito rotador e compressão do nervo supraescapular.

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O que causa estas lesões?

O uso repetitivo dos ombros nos movimentos de saque e voleio pode levar a um conjunto de alterações comum aos atletas de arremesso.  A primeira alteração que ocorre é a limitação de um movimento específico do ombro, chamado de rotação interna. Nessa fase, consideramos que o ombro está “em risco”. Muitos atletas podem ter essa restrição de movimento e não apresentarem nenhum sintoma, mas consideramos que devem ser tratados para evitar problemas futuros.

 

Medida da rotação interna do ombro

Medida da rotação interna do ombro

Após certo período, o ombro com restrição da rotação interna passa a funcionar de modo alterado e sua rotação não ocorre mais no centro da articulação. Isto ocasiona um tensionamento excessivo de um tendão que tem origem no lábio da glenóide, chamado “cabeça longa do bíceps”.  Esta é a origem ou causa das lesões SLAP ou lesões do lábio superior da glenóide.  Leia mais sobre o diagnóstico e tratamento no artigo lesão SLAP.

Ressonância magnética demonstrando uma lesão SLAP

Ressonância magnética demonstrando uma lesão SLAP

Outra alteração frequente nos atletas de tênis é a discinesia escapular. A escápula faz a principal conexão e a transmissão de força entre o tronco e o ombro, sendo a base para a origem e inserção de diversos músculos. Um desbalanço da musculatura ao redor da escápula pode levar a uma movimentação inadequada deste osso durante a elevação do braço. Os músculos peitorais maior e menor encurtados deslocam a escápula para frente e o músculo trapézio para cima. Esta alteração dinâmica no posicionamento da escápula pode diminuir o espaço entre a cabeça do úmero e o acrômio, local onde passam os tendões do manguito rotador. Isto pode gerar um processo inflamatório nos tendões (tendinite) e da bursa subacromial (bursite).

 

O diagnóstico da discinesia da escápula é clínico, exames de imagem raramente são necessários. Leia mais em tendinites do ombro.

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Paciente com discinesia da escápula ou escápula alada

 

O que a compressão do nervo supraescapular?

Uma lesão menos comum é a compressão do nervo supraescapular, com atrofia do músculo infraespinal. Esta lesão ocorre pois o nervo supraescapular passa em um túnel estreito na região da escápula.  A tração excessiva do nervo nesta região pode ocasionar um mau funcionamento do nervo e a atrofia muscular. Entretanto, muitos atletas têm a atrofia do músculo, mas são assintomáticos. O músculo redondo menor e a porção posterior do deltóide compensam a fraqueza do infraespinal. Estes pacientes não precisam de tratamento. Nos pacientes sintomáticos deve ser realizado um tratamento não-cirúrgico corrigindo a restrição da rotação interna e a discinesia da musculatura paraescapular.

 

Paciente com atrofia do músculo infraespinal

Paciente com atrofia do músculo infraespinal

Como evitar estas lesões?

Os atletas devem executar um programa de reabilitação que envolve exercícios de alongamento dos músculos peitoral maior e menor, bem como alongamentos para eliminar a restrição da rotação interna dos ombros. Leia mais em alongamentos para dor no ombro. Devem ser executados exercícios de fortalecimento da musculatura paraescapular (romboides, serrátil anterior e trapézio) para eliminar a discinesia escapular ou escápula alada. O fortalecimento dos músculos rotadores do ombro também é importante, principalmente dos rotadores externos, que podem “amortecer” a fase final do saque e do ataque.

Use uma tensão no encordoamento da raquete menor ou igual a 55 libras, assim uma menor vibração será transmitida para o seu ombro. Você perderá precisão nos seus ataques, mas sua bola vai ficar mais rápida.

Atenção no saque, você deve dobrar os joelhos na fase de preparação. Isto vai diminuir a força necessária nos seus ombros.

Você está terminando adequadamente seu forehand ou backhand? Sabemos que o movimento incompleto é muito prejudicial para os ombros.

Alongamento da cápsula posterior do ombro

Alongamento da cápsula posterior do ombro

Como é o tratamento dos atletas de tênis com dor no ombro?

Evidentemente que o tratamento pode variar conforme o diagnóstico do paciente. Entretanto, em todos os atletas devemos realizar uma reabilitação com intuito de diminuir os sintomas de restrição da rotação interna quando existentes. E corrigir o desbalanço da musculatura periescapular, eliminando a discinesia da escápula.

Devem ser realizados exercícios de alongamento da cápsula posterior dos ombros, músculos peitorais e trapézio superior.

Devemos realizar o fortalecimento dos músculos rombóides, serrátil anterior e dos rotadores externos e internos dos ombros que são estabilizadores importantes da escápula.

Também devem ser utilizados gelo, antiinflamatórios e repouso.

É importante o atleta, o treinador e os ortopedistas estarem atentos as características das diferentes lesões que podem estar presentes nestes atletas. Procure um médico ortopedista especialista de ombro. Garantindo um diagnóstico e plano de tratamento adequado para auxiliar o atleta em seu retorno ao esporte.

Surf e lesões no ombro

O surf é praticado no Brasil há aproximadamente 60 anos. No início, era praticado por um pequeno grupo de jovens nas praias do litoral carioca ou paulista. Entretanto, o esporte ganhou muitos adeptos.

Nos anos de 2014 e 2015, tivemos 2 campeões mundiais brasileiros. Em 2016, foi assumido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como esporte olímpico, a partir dos Jogos Olímpicos de 2020, no Japão.

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Dor no ombro está entre as principais queixas dos surfistas. Na prática esportiva, um surfista pode dar mais de mil braçadas. Durante a remada, o ombro é submetido a amplas mudanças no seu posicionamento e a fortes contrações dos músculos peitoral maior, serrátil anterior, grande dorsal e trapézio. Este esforço de modo contínuo por ocasionar diversas lesões no ombro por sobrecarga. Entre as lesões mais frequentes nos surfistas, temos a tendinites do manguito rotador, lesões SLAP  e tendinite do bíceps. Quarenta por cento dos surfistas vai ter algum episódio de dor no ombro durante a vida.

 

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Qual é o tratamento para dor no ombro nos surfistas?

Evidentemente que o tratamento pode variar conforme o diagnóstico do paciente. Entretanto, em todos os surfistas devemos realizar exercícios de alongamento da capsula posterior dos ombros, músculos peitorais e trapézio superior. Realizar o fortalecimento dos músculos romboides, serrátil anterior e dos rotadores externos e internos dos ombros que são estabilizadores importantes da escápula.

Também devem ser utilizados gelo, antiinflamatórios e repouso.

Saiba mais sobre o tratamento e diagnóstico nos artigos sobre tendinites do manguito rotador, lesões SLAP e tendinite do bíceps.

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Fortalecimento da musculatura paraescapular

 

Outro problema muito comum entre os surfistas são as luxações do ombro. Durante uma queda da prancha, o braço pode sofrer uma rotação súbita em abdução e rotação externa e ocasionar um deslocamento anterior da articulação do ombro. Quando o ombro luxa, frequentemente ocorrem lesões nas estruturas ligamentares responsáveis pela estabilidade da articulação.

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Qual o tratamento imediato após a luxação do ombro?

Após o ombro deslocar ou sair do lugar, o tratamento imediato é reduzi-lo, isto é, recolocá-lo na sua posição original, restabelecendo o contato articular entre a cabeça do úmero e a glenóide. Isso deve ser feito por um médico e em ambiente hospitalar após avaliação clínica e realização de radiografias.

Qual o tratamento definitivo da luxação do ombro?

O tratamento mais adequado para o paciente depende da idade, número de luxações, bem como as lesões encontradas na ressonância magnética. Leia mais no artigo luxação do ombro.

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Ressonância magnética demonstrando uma lesão de Bankart (lesão do lábio anterior)

Outras lesões comuns nos surfistas após queda da prancha são as fraturas da clavícula, luxações acromioclaviculares ou fraturas do úmero.

Ao sofrer qualquer lesão no ombro ou nos primeiros sintomas de dor, procure um especialista em ombro para o correto diagnóstico e tratamento. Não fique “boiando” e boas ondas!

Vôlei e dor no ombro

O voleibol ou vôlei é um dos esportes mais populares do mundo. No Brasil, estima-se que sejam 15 milhões de praticantes. Temos diversos títulos mundiais na quadra e na areia. O Brasil obteve medalhas de ouro no vôlei de praia e de quadra masculinos na Olimpíada do Rio 2016. Quatro anos antes fomos campeões olímpicos no vôlei de quadra feminino.

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O ombro é uma das articulações mais solicitadas na prática deste esporte. Portanto, encontramos diversos atletas profissionais ou amadores com dor ou lesões nos ombros.  A maioria das lesões do ombro são por microtraumatismos ou resultante de um mecanismo de uso excessivo (overuse). As lesões mais comuns nestes atletas são: tendinite do manguito rotador, tendinite do bíceps, lesões SLAP, lesão do manguito rotador e compressão do nervo supraescapular.

 

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O que causa estas lesões?

O uso repetitivo dos ombros pelos atletas de vôlei nos movimentos de saque e ataque pode levar a uma conjunto de alterações comum aos atletas de arremesso.  A primeira alteração que ocorre  é a limitação de um movimento específico do ombro, chamado de rotação interna. Nessa fase, consideramos que o ombro está “em risco”. Muitos atletas podem ter essa restrição de movimento e não apresentarem nenhum sintoma, mas consideramos que devem ser tratados para evitar problemas futuros.

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Medida da rotação interna do ombro

 

Após certo período, o ombro com restrição da rotação interna passa a funcionar de modo alterado e sua rotação não ocorre mais no centro da articulação. Isto ocasiona um tensionamento excessivo de um tendão que tem origem no lábio da glenóide, chamado “cabeça longa do bíceps”.  Esta é a origem ou causa das lesões SLAP ou lesões do lábio superior da glenóide.  Leia mais sobre o diagnóstico e tratamento no artigo lesão SLAP.

Ressonância magnética demonstrando lesão SLAP

Ressonância magnética demonstrando lesão SLAP

Outra alteração frequente nos atletas de vôlei  é a discinesia escapular. A escápula faz a principal conexão e a transmissão de força entre o tronco e o ombro,  sendo a base para a origem e inserção de diversos músculos. Um desbalanço da musculatura ao redor da escápula pode levar a uma movimentação inadequada deste osso durante a elevação do braço. Os músculos peitorais maior e menor encurtados deslocam a escápula para frente e o músculo trapézio para cima. Esta alteração dinâmica no posicionamento da escápula pode diminuir o espaço entre a cabeça do úmero e o acrômio, local onde passam os tendões do manguito rotador. Isto pode gerar um processo inflamatório nos tendões (tendinite) e da bursa subacromial (bursite).

 

O diagnóstico da discinesia da escápula é clínico, exames de imagem raramente são necessários. Leia mais em tendinites do ombro.

Discinesia da escápula ou escápula alada por desequilíbrio muscular

Discinesia da escápula ou escápula alada por desequilíbrio muscular

Uma lesão menos comum é a compressão do nervo supraescapular com atrofia do músculo infraespinal. Esta lesão ocorre pois o nervo supraescapular passa em um túnel estreito na região da escápula.   A tração excessiva do nervo nesta região pode ocasionar um mau funcionamento do nervo e a atrofia muscular. Mas as causas exatas desta lesão são desconhecidas.  Muitos atletas tem a atrofia do músculo mas são assintomáticos. O músculo redondo menor e a porção posterior do deltóide compensam a fraqueza do infraespinal, estes pacientes não precisam de tratamento. Nos pacientes sintomáticos deve ser realizado um tratamento não-cirúrgico corrigindo a restrição da rotação interna e a discinesia da musculatura paraescapular.

 

Atrofia do músculo infraespinal (seta)

Atrofia do músculo infraespinal (seta)

Como evitar estas lesões?

Os atletas devem executar um programa de reabilitação que envolve exercícios de alongamento dos músculo peitoral maior e menor, bem como alongamentos para eliminar a restrição da rotação interna dos ombros. Leia mais em alongamentos para dor no ombro. Devem ser executados exercícios de fortalecimento da musculatura paraescapular (romboides, serrátil anterior e trapézio) para eliminar a discinesia escapular ou escápula alada. O fortalecimento dos músculos rotadores do ombro também é importante, principalmente dos rotadores externos, que podem “amortecer” a fase final do saque e do ataque.

Alongamento para diminuir a restrição da rotação interna

Alongamento para diminuir a restrição da rotação interna

Como é o tratamento dos atletas de vôlei com dor no ombro?

Evidentemente que o tratamento pode variar conforme o diagnóstico do paciente. Entretanto, em todos os atletas devemos realizar uma reabilitação com intuito de diminuir os sintomas de restrição da rotação interna quando existentes. E corrigir o desbalanço da musculatura periescapular, eliminando a discinesia da escápula.

Devem ser realizados exercícios de alongamento da capsula posterior dos ombros, músculos peitorais e trapézio superior.

Devemos realizar o fortalecimento dos músculos romboides, serrátil anterior e dos rotadores externos e internos dos ombros que são estabilizadores importantes da escápula.

Também devem ser utilizados gelo, antiinflamatórios e repouso.

É importante o atleta, o treinador e os ortopedistas estarem atentos as características das diferentes lesões que podem estar presentes nestes atletas. Procure um médico ortopedista especialista de ombro. Garantindo um diagnóstico e plano de tratamento adequado para auxiliar o atleta em seu retorno ao esporte.

Musculação e ombro

A atividade física, especialmente os exercícios de musculação, tem apresentado tendência crescente no número de praticantes. Entre os anos 2006 e 2014 houve um aumento de 50% no número de pessoas que praticam musculação no Brasil, totalizando aproximadamente 7 milhões de praticantes. Consequentemente, vemos um grande número de lesões no ombro secundárias a musculação.

Quarenta por cento das lesões do aparelho musculoesquelético são nos ombros. Exercícios de fortalecimento muscular estão comumente associados a osteólise da clavícula distal, rotura do tendão da cabeça longa do biceps,  luxação do ombro e lesão SLAP.

Como podemos prevenir lesões no ombro durante a musculação?

Antes de iniciar qualquer atividade física faça uma avaliação com seu médico para verificar se você está apto. Procure um profissional de educação física que orientará de forma adequada como iniciar os exercícios de musculação (frequência, intensidade, tipos de exercícios) e como progredi-los gradualmente.

Se você apresentar qualquer dor ou desconforto no ombro, informe seu preparador físico e consulte um especialista de ombro e cotovelo. Ele saberá avaliar seu problema, diagnosticá-lo e tratar adequadamente.

Quais exercícios de musculação devo realizar?

Existem exercícios que podem ajudar no tratamento e na prevenção de lesões do ombro em praticantes de musculação e são eles:

  • Alongamento dos músculos peitorais e da cápsula posterior do ombro (Internal Rotation Behind-the-Back Stretch, Cross Arm – Horizontal Adduction, Chest Stretch in Doorway, Internal Rotation in Abduction). Leia mais no artigo Alongamentos e dor no ombro;
  • Fortalecimento dos rotadores externos e internos do ombro;

    Fortalecimento dos rotadores externos

    Fortalecimento dos rotadores externos

  • Fortalecimento do músculos romboides, serrátil anterior e trapézio (Remada baixa, Low-Row, Remada alta)

    Remada baixa

    Remada baixa

Quais exercícios de musculação devem ser evitados?

Alguns exercícios devem ser evitados em pessoas com dor nos ombros:

  • Peck-deck;
  • Shoulder press;
  • Tríceps francês;
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    A) Shoulder press B) Tríceps francês

     

  • Ao realizar Supino, Fly ou outro exercício de fortalecimento para o músculo peitoral, utilizar uma pegada mais fechada. Ao descer o peso ou barra, não realize o movimento de hiperextensão dos ombros, ou seja, desça o braço até que ele fique alinhado com o tronco – não desça a barra até encostar no tórax;
    A) Exercício correto B) Exercício errado

    A) Exercício correto B) Exercício errado

     

  • Ao realizar exercícios para fortalecimento das costas, preferencialmente puxe a barra na região anterior (frente) do seu corpo;

Ou seja, evite exercícios no qual o seu ombro fique em posição de abdução e rotação externa ou com elevação acima de 90 graus.

Bom treino e se tiver mais dúvidas procure seu médico ou preparador físico.

Musculação e cotovelo

A atividade física, especialmente os exercícios de musculação, tem apresentado tendência crescente no número de praticantes. Entre os anos 2006 e 2014 houve um aumento de 50% no número de pessoas que praticam musculação no Brasil, totalizando aproximadamente 7 milhões de praticantes.

Consequentemente, vemos um grande número de lesões no cotovelo secundárias a musculação.
Quinze por cento das lesões do aparelho musculoesquelético são nos cotovelos. Exercícios de fortalecimento muscular estão comumente associados a epicondilite medial e a tendinite do bíceps distal.

O que é a epicondilite medial?

Atividades que realizam movimentos repetitivos de flexão (dobrar) o punho ou os dedos ocasionam a epicondilite medial. Os músculos e tendões responsáveis por estes movimentos tem origem na região interna do cotovelo (epicôndilo medial). Estes esforços causam inicialmente um processo inflamatório nesta região (tendinite). Entretanto, após este evento podem ocorrer alterações estruturais nas fibras de colágeno destes tendões, causando dor crônica e perda de força no cotovelo e punho. Também alguns fatores genéticos mal compreendidos atualmente parecem favorecer o aparecimento da epicondilite medial.

Epicôndilo medial, origem dos músculos flexores do punho e dedos

Epicôndilo medial, origem dos músculos flexores do punho e dedos

O que é a tendinite do bíceps distal?

É o processo inflamatório do tendão do músculo bíceps na região do cotovelo. Os sintomas são dor na região anterior (frente) do cotovelo e aos movimentos de flexão (dobrar) ou rodar o cotovelo. O tratamento é não-cirúrgico, podemos utilizar gelo, anti-inflamatórios e analgésicos.
Devem ser evitados também os fatores que iniciaram ou agravaram os sintomas.

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Quais exercícios comumente ocasionam lesões no cotovelo?

A epicondilite medial está relacionada com dois exercícios, bíceps na barra reta e tríceps testa. Ao realizar estes exercícios o atleta pode flexionar(dobrar) o punho de maneira inadequada no final do movimento, tensionando excessivamente a origem da musculatura flexora do antebraço, iniciando o processo inflamatório. Outra causa é que estes exercícios fazem um stress em valgo, aumentando a tensão na parte interna do cotovelo.

A tendinite do bíceps está associada aos exercícios de fortalecimento deste músculo.

Exercício tríceps testa

Exercício tríceps testa

Como prevenir a epicondilite medial e a tendinite do bíceps?

Cuidado com a carga, aumente progressivamente os pesos. Faça sempre o movimento completo, tenha atenção na postura e evite “roubar” flexionando o punho. Aquecimento e alongamento antes do treino são fundamentais. Nos exercícios para bíceps substitua a barra reta pela barra em W.

Nos primeiros sintomas, fale com seu treinador e procure um médico. Leia mais sobre o tratamento e diagnóstico da epicondilite medial e tendinite do bíceps.

A) Fortalecimento do bíceps na barra reta B) na barra em W

A) Fortalecimento do bíceps na barra reta B) na barra em W

Epicondilite e tênis

A epicondilite é a causa de dor mais comum do cotovelo, aproximadamente 2 % da população sofrerá deste problema em alguma fase da vida. E pode ter relação com a prática esportiva. A epicondilite lateral é também conhecida como cotovelo de tenista, o tênis contribui com 5 a 10 % dos casos. Entretanto, 40 a 50 % dos tenistas sofrerão de dor no cotovelo decorrentes de uma epicondilite.
A epicondilite medial é menos frequente, mas pode também acometer os tenistas.

O que é a epicondilite?

Atividades que realizam movimentos repetitivos do punho ou dos dedos para cima (extensão) ou para baixo (flexão) são as causas da epicondilite. Os músculos e tendões responsáveis por estes movimentos tem origem na região lateral e medial do cotovelo (epicôndilo lateral e medial). Estes esforços podem causar inicialmente um processo inflamatório nesta região (tendinite). Entretanto, após este evento ocorrem alterações estruturais nas fibras de colágeno destes tendões, causando dor crônica e perda de força no cotovelo e punho. Também alguns fatores genéticos mal compreendidos atualmente parecem favorecer o aparecimento da epicondilite lateral e medial.

Epicôndilo lateral, origem dos músculos extensors do antebraço

Epicôndilo lateral, origem dos músculos extensores do antebraço

O que pode ocasionar a epicondilite em um tenista?

Erros na técnica ou no gesto esportivo, frequentemente no backhand, podem ocasionar um esforço excessivo na musculatura extensora ou flexora do antebraço e iniciar o processo inflamatório. Segurar a raquete com força excessiva, dobrar ou esticar demais o punho ao rebater a bola são outras causas. Não podemos também esquecer do grip da raquete que pode estar inadequado.

Backhand

Backhand

Como é feito o diagnóstico da epicondilite?

Os pacientes com epicondilite queixam-se de dor na região lateral ou medial do cotovelo, que se irradia para o antebraço. Podem referir também fraqueza para agarrar e carregar objetos. Geralmente, a dor tem início gradual e insidioso e raramente há um evento inicial traumático que inicia o quadro doloroso.

Muitas vezes, apenas a história e o exame físico são suficientes para o diagnóstico da epicondilite. Mas a radiografia do cotovelo é importante para descartar os diagnósticos diferenciais. Para confirmar o diagnóstico pode ser solicitado o exame de ultra-sonografia ou ressonância magnética que possuem ótima acurácia.

Ressonância magnética com sinais de epicondilite lateral

Ressonância magnética com sinais de epicondilite lateral

Preciso parar de jogar tênis?

Não necessariamente depende dos seus sintomas (intensidade e duração), bem como a resposta ao tratamento. Reduzir a carga de treinos e partidas de tênis podem ser suficientes. Converse com seu treinador e médico.

Como posso tratar a epicondilite?

  • Procure um médico para ter o diagnóstico preciso. Converse com o seu treinador, veja se há algum erro no gesto esportivo ou na empunhadura da raquete.
  • Cheque o grip da raquete, diminua a tensão do encordoamento.
  • Faça um bom aquecimento antes dos treinos e uso gelo no final das partidas.
  • O tratamento fisioterápico deve ser realizado e este deve alongar e fortalecer a musculatura extensora e flexora do antebraço, mas não devemos esquecer da musculatura paraescapular e do manguito rotador na reabilitação.

Para maiores informações sobre o tratamento, leia mais nos artigos epicondilite lateral e medial .

Grip da raquete adequado

Grip da raquete adequado

CrossFit e lesões no ombro e cotovelo

O CrossFit é o método de treinamento que mais ganha adeptos no mundo atualmente. É um programa de atividade física que utiliza força, velocidade, concentração, flexibilidade e condicionamento cardiorespiratório em movimentos funcionais e feitos em alta intensidade.

São mais de 250 exercícios disponíveis, portanto raramente existe repetição, o que torna a atividade dinâmica e muito atraente.

O Crossfit surgiu nos Estados Unidos, na década de 1980, criado pelo treinador Greg Glassman. O modelo de treinamento foi adotado pelas forças armadas americanas para melhorar o condicionamento físico dos seus soldados. No início dos anos 2000 foi difundido pelo mundo e adotado por vários praticantes de atividade física.

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A sessão típica do CrossFit dura 60 minutos e é dividida em três etapas:

  1. Aquecimento e Alongamento – Exercícios leves para aquecer e alongar os músculos;
  2. Still ou técnica;
  3. Workout of the day (WOD) – exercícios com maior força e carga;

A prática exige que se alavanque os pesos para cima, em movimentos chamados de lifting. Esse esforço no ombro ou cotovelo acarreta um estresse nas articulações e um impacto maior do que a musculação.

Sessenta e cinco por cento das lesões do aparelho locomotor associadas ao Crossfit são no ombro ou cotovelo.

No ombro podemos ter as seguintes lesões: lesão do manguito rotador, SLAP, luxações do ombro e osteólise da clavícula distal. E no cotovelo: epicondilite lateral e medial, tendinite e ruptura biceps distal.

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É importante buscar sempre a mecânica correta dos exercícios e ficar atento a postura. Para depois evoluir na quantidade dos pesos e na velocidade do movimento. Respeite o seu limite.

Portanto, procure um profissional habilitado para ministrar um treino adequado a seu corpo e condicionamento físico. E caso tenha dor no ombro ou cotovelo, procure seu médico ou um especialista de ombro e cotovelo para uma avaliação adequada.

Bom treino!

Ciclismo e lesões no ombro e cotovelo

O número de pessoas que utiliza a bicicleta para lazer, meio de transporte ou atividade esportiva cresceu de maneira constante nos últimos anos. O número de ciclistas aumentou 50% entre os anos de 2013 e 2014.  As ciclovias e ciclofaixas proliferaram  nas grandes cidades. Na cidade de São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) serão entregues 400 Km de ciclovias no ano de 2016.

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Andar de bicicleta traz benefícios importantes para a saúde e o meio ambiente. É também uma atividade recreativa que permite mais contato entre o ciclista e sua cidade, permitindo conhecê-la melhor. Mais que isso, a bicicleta é um meio de transporte rápido, econômico e não poluente.  É uma excelente atividade esportiva, uma hora de ciclismo gasta de 400 a 500 calorias e fortalece a musculatura abdominal, glúteos e coxas.

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Entretanto, não é uma atividade isenta de riscos. Na cidade de São Paulo no ano de 2014, tivemos 47 ciclistas mortos em acidentes de trânsito, segundo dados da CET. Portanto, alguns cuidados são importantes, principalmente ao pedalar na cidade. Use capacete, luvas, óculos, tênis confortável, roupas claras e chamativas. Sinalize suas intenções, não ande na contramão, respeite os pedestres e cuidado especialmente nos cruzamentos e esquinas.

O ombro é articulação mais acometida nas quedas de bicicleta e a fratura da clavícula é a mais comum nesta atividade esportiva. Outras lesões comuns são a luxação acromioclavicular, fratura da cabeça do rádio e a fratura do escafóide.

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Estou com dor no ombro ou no cotovelo após uma queda de bicicleta, o que fazer?

Procure um serviço ortopédico de urgência, você vai precisar ser avaliado e provavelmente serão realizadas algumas radiografias para realizar o diagnóstico correto.

Como é o tratamento da fratura da clavícula?

O tratamento da fratura da clavícula deve ser individualizado levando em conta a presença de outras fraturas, desvio dos fragmentos e nível de atividade do paciente. Em 85% dos casos, as fraturas da clavícula ocorrem no seu terço médio. Nos pacientes com outras fraturas no mesmo ombro ou membro superior, o tratamento deve ser cirúrgico.  Fraturas da clavícula com encurtamento maior que 2 cm, expostas ou lesão neurológica também devem ser tratadas cirurgicamente. As demais podem ser tratadas não cirurgicamente com uso de tipoia por 1 mês.  Alguns ortopedistas preferem a imobilização em 8, mas a literatura médica não mostra resultados superiores no uso desta imobilização e são mais desconfortáveis. Saiba mais sobre as fraturas da clavícula na nossa página.

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Fratura da clavícula tratada cirurgicamente com placa e parafusos

Como é o tratamento da luxação acromioclavicular?

A luxação acromioclavicular do tipo 1 e 2 são sempre de tratamento não cirúrgico, com uso de gelo, antiinflamatórios e tipoia por 7 a 14 dias. Posteriormente deve ser iniciado o tratamento fisioterápico para recuperação da movimentação e força do ombro. O tratamento da luxação acromioclavicular do tipo 3 é assunto controverso entre os especialistas do ombro, mas as evidências atuais apontam que o melhor tratamento seja o não cirúrgico.

Para as lesão acromioclavicular do tipo 4 ou 5, o tratamento deve ser cirúrgico. Saiba mais sobre as luxações acromioclaviculares.

Luxação acromioclavicular do tipo V

Luxação acromioclavicular do tipo V

Como é o tratamento da fratura da cabeça do rádio?

As fraturas isoladas da cabeça do rádio com desvio minimo, isto é menor que 2 mm, podem ser tratadas não cirurgicamente. Estas fraturas são relativamente estáveis. Orientamos o uso de uma tipoia simples por 7 a 14 dias e iniciamos o tratamento fisioterápico precocemente.  Não há benefício para o paciente ficar imobilizado por um longo período que pode levar a um cotovelo rígido de difícil tratamento.

Para fraturas da cabeça do rádio com desvio maior que 2 mm, bloqueio dos movimentos do cotovelo ou com lesão ligamentar associada é indicado o tratamento cirúrgico. Leia mais sobre as fraturas do cotovelo.

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Quando poderei pedalar novamente após a lesão?

A resposta não é muito simples, depende da consolidação da fratura, bem como da recuperação da força muscular e movimentação do ombro ou cotovelo. Em linhas gerais, para ciclismo em terreno plano e esforço moderado, 4 meses. Para atividades mais intensas, 6 meses. Mas, siga as orientações do seu médico ou procure um especialista de ombro ou cotovelo para maiores orientações.
Divirta-se e boas pedaladas!

Natação e Ombro

A natação é uma atividade física excelente para perder calorias e ganhar condicionamento físico. Cerca de 90% da força de propulsão durante o nado é realizada pelo ombro e sua musculatura adjacente. Dor no ombro é a queixa ortopédica mais frequente nos nadadores, afetando 75% destes atletas. Um atleta profissional chega a nadar 60 Km por semana, realizando cerca de 30000 braçadas.

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Durante o nado, o ombro é submetido a amplas mudanças no seu posicionamento e a fortes contrações dos músculos peitoral maior, serrátil anterior, grande dorsal e trapézio. Este esforço de modo contínuo por ocasionar diversas lesões no ombro por sobrecarga. As lesões mais comuns nos atletas de natação são as lesões SLAP, hiperfrouxidão ligamentar com subluxação ou luxação do ombro, tendinites do manguito rotador, síndromes compressivas do nervo supraescapular e discinesia da escápula.

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Cerca de 20% dos nadadores tem algum grau de frouxidão ligamentar. Vários anos de treinamento podem aumentar o alongamento da cápsula articular do ombro, levando a uma sobrecarga do manguito rotador e da musculatura ao redor da escápula na tentativa de estabilizar a articulação. Quando a musculatura torna-se insuficiente para manter a estabilidade do ombro, podem ocorrer subluxações e lesões labrais do ombro. O nadador começa ter dor e pode ter a sensação que seu ombro pode sair do lugar.

O diagnóstico de frouxidão ligamentar é clínico e a ressonância magnética pode ajudar na busca de lesões labrais ou SLAP. Saiba mais em lesões SLAP e luxações do ombro.

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Ressonância magnética demonstrando lesão SLAP

Outra alteração frequente nos nadadores é a discinesia escapular. A escápula faz a principal conexão e transmissão de força entre o tronco e o ombro,  sendo a base para a origem e inserção de diversos músculos. Um desbalanço da musculatura ao redor da escápula pode levar a uma movimentação inadequada deste osso durante a elevação do braço. Os músculos peitorais maior e menor encurtados deslocam a escápula para frente e o músculo trapézio para cima. Esta alteração dinâmica no posicionamento da escápula pode diminuir o espaço entre a cabeça do úmero e o acrômio, local onde passam os tendões do manguito rotador. Isto pode gerar um processo inflamatório nos tendões (tendinite) e da bursa subacromial (bursite).

O diagnóstico da discinesia da escápula é clínico, exames de imagem raramente são necessários. Leia mais em tendinites do ombro.

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Discinesia da escápula por desequilíbrio muscular

Quais os sinais durante a prática da natação que indicam algum problema no ombro?

Aumento da rotação do tronco e cotovelo baixo durante a  fase de recuperação aérea são sinais que o atleta está com algum desbalanço muscular no ombro ou dor.

Qual o tratamento para dor no ombro nos nadadores?

Evidentemente que o tratamento pode variar conforme o diagnóstico do paciente. Entretanto, em todos os nadadores devemos realizar uma reabilitação com intuito de diminuir os sintomas de hiperfrouxidão ligamentar quando existentes. E corrigir o desbalanço da musculatura periescapular, eliminando a discinesia da escápula.

Devem ser realizados exercícios de alongamento da capsula posterior dos ombros, músculos peitorais e trapézio superior.

Devemos realizar o fortalecimento dos músculos romboides, serrátil anterior e dos rotadores externos e internos dos ombros que são estabilizadores importantes da escápula.

Também devem ser utilizados gelo, antiinflamatórios e repouso.

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Alongamento do músculo peitoral menor

É importante o atleta, o treinador e os ortopedistas estarem atentos as características das diferentes lesões que podem estar presentes nestes atletas. Procure um médico ortopedista especialista de ombro. Garantindo um diagnóstico e plano de tratamento adequado para auxiliar o nadador em seu retorno ao esporte.

Bom treino!